Edivaldo Ramos de Oliveira
Resumo: A campanha pelo fim da escala 6×1 surgiu e se propagou pelo país como uma chama de esperança na melhoria das condições de trabalho e da qualidade de vida de milhões de pessoas, anônimos trabalhadores de baixa renda, em sua grande maioria. Impulsionada pela chave da humanização, conseguiu mobilizar a classe trabalhadora e construir uma alternativa de resistência contra o capital, destacando-se no cenário político atual. Produto direto das redes sociais, migrou para as ruas e à margem dos partidos políticos e da institucionalidade, resultando em uma PEC (Proposta de Emenda Constitucional) que pode impor uma histórica derrota ao neoliberalismo.
Sumário: Introdução | O despertar das lutas dos trabalhadores pela humanização do trabalho | Os direitos trabalhistas e as jornadas de trabalho no Brasil | A emergência do fim da Escala 6×1 e a resistência dos trabalhadores à exploração | Considerações finais
Introdução
Este artigo pretende contribuir para o debate sobre a pertinência e a tempestividade da luta pelo fim da escala 6×1, bem como a redução da jornada de trabalho sem redução dos salários, resgatando bandeiras históricas dos trabalhadores.
A campanha pelo fim da escala 6×1 percorreu o país e se expandiu de forma acelerada, conseguindo atingir imensos contingentes de pessoas, ainda que não diretamente envolvidas com a temática abordada, mas também foi objeto de campanhas depreciativas, promovidas pelos aparelhos privados de repressão às manifestações populares, representantes de frações destacadas do conservadorismo neoliberal brasileiro.
O propósito do artigo é oferecer subsídios para o fortalecimento da campanha pelo fim da escala extenuante de trabalho e a elevação da qualidade de vida dos trabalhadores atingidos por ela, apresentando elementos críticos voltados para a conscientização das pessoas e a mobilização da sociedade contra a excessiva extração de mais-valia dos trabalhadores, movidos pela acumulação capitalista desmedida.
Como metodologia, realizou-se uma revisão da literatura sobre o tema, recorrendo a obras e autores reconhecidos como essenciais para o debate sobre tema e promoveu-se uma ampla pesquisa em periódicos e sítios eletrônicos de notícias, visando incorporar elementos da contemporaneidade e informações recentes ao conjunto da pesquisa, com uma abordagem híbrida, portanto, trabalhando elementos de reflexão e dados empíricos publicizados por diferentes atores e veículos sociais.
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Edivaldo Ramos de Oliveira é economista, doutorando em Sociologia pela UFPR e pesquisador da Fipe e do Observatório das Metrópoles-Núcleo Curitiba. E-mail: edivaldooliveira@uol.com.br

