O desempenho sofrível do setor industria

Fotografia: Davi Ribeiro/Carta Capital

Estado saiu da linha de frente da economia, BNDES esvaziado, e a Petrobras foi impedida de continuar os investimentos em conteúdo nacional.

Luis Nassif

Fonte: GGN
Data original da publicação: 12/05/2021

Os dados da Pesquisa Mensal da Indústria (PMI) nao permitem muito otimismo em relação ao setor. Em relação a março de 2021, houve alta de 1,3% na indústria extrativa, mas queda de 1,7% na indústria total e 2,4% na indústria de transformação, na série com ajuste sazonal houve alta mais robusta em relação a março de 2020, início da pandemia. Mas queda expressiva em relação a março de 2018: 4,5% de queda na ind’;ystria geral, 11,2% na extrativa e 3,6% na de transformação.

Em relação ao ano passado, houve alta apenas nos bens de capital (+6,4%), mas quedas expressivas em todos os demais setores, com queda de 10,6% em bens de consumo duráveis.

Em relação a março de 2018, a queda em bens de consumo duráveis chega a 27%.

Uma análise dos principais grupos mostra uma estagnação nos últimos cinco anos, período em que houve a imposição ampla de princípios ultraliberais.

Tirou-se o estado da linha de frente da economia, esvaziou-se o BNDES, impediu-se a Petrobras de continuar com seus investimentos em conteúdo nacional. Houve reforma da Previdência, redução dos direitos do trabalhador. E não resultou em recuperação da economia.

Uma avaliação das 25 seções e atividades industriais mostra que, nos últimos 12 meses, houve queda de 19 e alta em 6.

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