
O movimento sindical precisa assumir o protagonismo e emparedar o Congresso Nacional para garantir o avanço dessa pauta.
Esdras Gomes
Fonte: DIAP
Data original da publicação: 27/06/2026
Um tema que, em 2024, surgiu do chão da fábrica virou uma das principais pautas do Brasil: o fim da escala 6×1.
Muitos trabalhadores no Brasil atuam em jornadas 5×2 ou até 4×3, mas uma parcela significativa sofre com jornadas de seis dias trabalhados, principalmente trabalhadores de farmácias, shopping centers e supermercados.
O governo Luiz Inácio Lula da Silva encampou essa bandeira e está fazendo-a avançar no Congresso Nacional. Mas o movimento sindical precisa assumir o protagonismo e emparedar o Congresso Nacional para garantir o avanço dessa pauta.
As centrais sindicais, confederações, federações e sindicatos precisam ocupar o espaço que é seu: as ruas do país. São necessárias mobilizações intensivas para fazer a pauta avançar e libertar irmãos trabalhadores que são subjugados em jornadas exaustivas.
Neste ano de 2026, surgem as condições objetivas e subjetivas para acabar com essa escala de trabalho. Por isso, é urgente um Dia Nacional de Luta e, quem sabe, um Dia de Greve Geral para a classe trabalhadora mostrar o seu papel histórico.
Esdras Gomes é jornalista sindical e integrante da Metamorfose Comunicação

