Grécia tem segunda greve geral de 24h contra austeridade neste ano

Grécia tem segunda greve geral de 24h contra austeridade neste ano

Os principais sindicatos da Grécia realizaram na quinta-feira (03/12) a segunda greve geral de 24h no país desde que o partido de esquerda Syriza, do primeiro-ministro, Alexis Tsipras, assumiu o governo em janeiro deste ano.

Trata-se da segunda paralisação do gênero em menos de 30 dias na nação. Em ambos os casos, movimentos sociais expressaram descontentamento com os cortes orçamentários e com a reforma da previdência.

Essas medidas de austeridade foram acordadas há cerca de três meses entre Tsipras e os credores europeus para um terceiro resgate financeiro no valor de até 86 bilhões de euros a serem entregues em parcelas nos próximos três anos.

As duas confederações sindicais mais importantes, ADEDY, do setor público, e GSEE, do privado, chamaram os trabalhadores a se manifestarem contra as políticas de austeridade, que também implicarão a elevação de impostos e afetarão sobretudo a renda mensal de aposentados.

Segundo o jornal grego Ekathimerini, a maior parte dos serviços públicos estará fechada, embora o setor de transportes — como metrôs, bondes e ônibus — e de hospitais funcionem de forma limitada. Alguns voos nacionais foram afetados e o sistema aéreo também deve atuar de modo parcial na capital, Atenas.

Os sindicatos convocaram de manhã uma passeata que partirá da praça de Klafthmonos até a de Syntagma, sede do Parlamento da Grécia. Haverá também outra manifestação, organizada pelo PAME, o sindicato do Partido Comunista, e uma concentração dos profissionais da saúde em frente ao Ministério da Saúde, reportou a Agência Efe.

Syriza

Na última greve geral, de 12 de novembro de 2015, o Syriza afirmara à época que a paralisação era vista com simpatia, pois se tratava de uma mobilização contra “as políticas neoliberais e à chantagem dos centros financeiros e políticos, dentro e fora da Grécia”. Entretanto, o partido ainda não se posicionou desta vez.

Em janeiro, Tsipras chegou ao poder com o discurso de que a “austeridade era coisa do passado” e prometeu fazer frente aos credores internacionais para renegociar a dívida pública.

Após um referendo, em julho, em que mais de 60% da população pediu o “não” a um acordo de austeridade, o premiê chegou a renunciar e a convocar eleições antecipadas, mas foi reeleito. Pouco depois, fechou um acordo de resgate financeiro com a troika (Banco Central Europeu, Fundo Monetário Internacional e Comissão Europeia), em troca de medidas impopulares de cortes de gastos.

Fonte: Opera Mundi
Data original da publicação: 03/12/2015

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