Da escravidão a servidão voluntária: perspectivas para a clínica psicodinâmica do trabalho no Brasil

Fernanda Sousa Duarte
Ana Magnólia Bezerra Mendes

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Fonte: Farol: Revista de Estudos Organizacionais e Sociedade, Belo Horizonte, v. 2, n. 3, p. 68-128, abr. 2015.

Resumo: O presente artigo tem o objetivo de apresentar perspectivas futuras para a Clínica do Trabalho no Brasil, método de pesquisa-ação que surgiu na França, a partir de estudo bibliográfico da produção em clínica do trabalho no Brasil. Com o desenvolvimento da Psicodinâmica do Trabalho no Brasil e abertura de novos campos de estudo no país, observa-se diferenças na captação das demandas brasileiras que são marcadas pela história e cultura nacionais, além de outras idiossincrasias. A implicação do clínico do trabalho também como pesquisador, sensível não só a escuta do sofrimento – que representa o lugar do sujeito em sua relação com o trabalho – mas sobretudo a observação de seu contexto histórico e social tem se mostrado essencial para que essa clínica não se torne psicoterapia nem tampouco uma entrevista coletiva com fins de escrutinar os processos dinâmicos no trabalho no contexto brasileiro.

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O presente artigo tem o objetivo de discutir as relações entre a regionalização da Clínica Psicodinâmica do Trabalho – uma das abordagens clínicas surgidas na França da Psicologia do Trabalho – e características sociais, históricas, culturais e econômicas do trabalho no Brasil a partir de apontamentos sobre a produção científica em Clínica do Trabalho no país desde 1994.

O texto é parte da dissertação de mestrado “Dispositivos para a escuta clínica do sofrimento no trabalho: entre as clínicas da cooperação e das patologias” (2014) da primeira autora sob a orientação da segunda e se divide em sete seções: Mundo do Trabalho, onde versamos brevemente sobre a história do trabalho no mundo ocidental; Trabalho no Brasil, em que tratamos das particularidades da constituição do trabalho contemporâneo no país; Psicodinâmica do trabalho, seção em que abordamos os pressupostos teóricos e o surgimento dessa abordagem; Psicodinâmica do Trabalho no Brasil, parte do texto voltada para ilustrar a apropriação brasileira da abordagem; Clínica do Trabalho, onde expomos as conceituações dessa prática; Clínica do Trabalho no Brasil, em que apresentamos os resultados do estudo bibliométrico junto à discussão sobre esses; e Considerações finais.

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Fernanda Sousa Duarte é Mestre em Psicologia Social, do Trabalho e das Organizações pelo Programa de Pós-Graduação em Psicologia Social, do Trabalho e das Organizações da Universidade de Brasília. Pesquisadora e Psicóloga no Sindicato dos Bancários de Brasília.

Ana Magnólia Bezerra Mendes é Pós-Doutora pela School Of Visual Arts/Freudian-Lacanian Institute Après-Coup Psychoanalytic Association e pelo Conservatoire National des Arts et Metiers. Doutora em Psicologia pela Universidade de Brasília. Professora Associada da Universidade de Brasília.

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