Governo anuncia crescimento do emprego formal em 2021, mas salário é menor

Fotografia: Amanda Perobelli/Reuters

O governo anunciou nesta segunda-feira (31) que o país criou pouco mais de 2,7 milhões de vagas formais em 2021, de acordo com o chamado “novo” Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados). Devido à mudança de metodologia, os dados só são comparáveis com o ano anterior, quando o Brasil eliminou 191 mil vagas. Inicialmente, o governo chegou a celebrar alta do emprego formal em 2020, mas os números foram revisados.

O saldo de 2.730.597 vagas em 2021 é resultado de 20.699.802 contratações (crescimento de 32,4% sobre 2020) e 17.969.205 demissões (mais 13,6%) ao longo do ano. Com isso, o estoque de empregos formais no país soma quase 41,3 milhões, no nível de 2014.

O salário médio de admissão foi menor no ano passado. Segundo o Caged, o valor foi de R$ 1.921,19, queda real – já considerada a inflação – de 3,95% (ou menos R$ 79,07) em relação a 2020. Desde maio, os valores mensais registram diminuição.

Concentração em serviços

Praticamente 45% do saldo de vagas se concentrou no setor de serviços: 1.226.026, aumento de 6,74% no estoque. O comércio criou 643.754 vagas e a indústria 475.141, enquanto a construção abriu 244.755 postos de trabalho, a maior alta percentual (11,62%). Já a agricultura teve saldo de 140.927.

O chamado trabalho intermitente, criado com a “reforma” trabalhista de 2017, teve saldo de 91.340 vagas em 2021. E o trabalho parcial, de 35.637. Assim, as modalidades apresentadas como “solução” representaram apenas 127 mil postos de trabalho. Já os desligamentos “por acordo” somaram 218.718.

O emprego com carteira é só parte do mercado de trabalho brasileiro. Na semana passada, o IBGE mostrou crescimento maior do emprego sem carteira assinada e do trabalho autônomo. E a renda caiu ao menor nível histórico.

Fonte: Rede Brasil Atual
Data original da publicação: 31/01/2022

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