Boletim da Rede de Pesquisa Solidária, n. 30

Entidade responsável: Rede de Pesquisa Solidária
Ano: 2021
Acesso: livre

Porque o governo Federal está na contramão do mundo: não desenvolveu estratégia de compras antecipadas de imunizantes, fez aposta em apenas uma vacina e se opôs à concertação internacional em torno da suspensão temporária das patentes das vacinas. Além disso, a capacidade produtiva do país é pequena e falta investimentos.

Principais Conclusões:

  • O Brasil vacinou pouco mais de 14% de sua população e apenas 7% com as duas doses necessárias;
  • O principal gargalo da vacinação não está na capacidade do sistema de saúde em aplicar as doses de forma rápida, nem na falta de recursos mas na disponibilidade de vacinas em quantidade suficiente para atender à população;
  • Vários países avançados garantiram doses em número mais do que suficiente para proteger sua população, mas há enorme desigualdade de acesso às vacinas entre continentes e países. Até o mês de abril, 82% do total de doses foram aplicados nos países de renda alta e média alta;
  • O setor de vacinas frequentemente vive situações de sub-investimento. Não foi essa a realidade durante a atual pandemia. Mais de 15 bilhões de dólares foram investidos por diferentes governos em pesquisa, desenvolvimento, equipamentos, ampliação da capacidade industrial e insumos;
  • Governos de diferentes matizes ideológicas compreenderam que não haveria produção suficiente de doses e apostaram em várias vacinas simultaneamente;
  • O governo brasileiro escolheu um caminho diferente: assinou o primeiro contrato, apenas em setembro de 2020 e com apenas um fabricante, a AstraZeneca; […]

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