As desigualdades salariais do funcionalismo público

Fotografia: Marcelo Casal Jr./Agência Brasil

O funcionalismo público brasileiro apresenta uma considerável desigualdade salarial: entre as dez ocupações mais bem pagas, sete são federais e nove estão no Judiciário ou no Ministério Público (MP), sendo que, nas carreiras jurídicas estão os maiores vencimentos.

Estudo elaborado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) mostra que o setor público apresenta segmentos com perfis remuneratórios bastante distintos, com a preponderância do Judiciário e do MP entre as ocupações com os altos salários do funcionalismo público.

O topo do funcionalismo é ocupado por carreiras da AGU (Advocacia-Geral da União), da Defensoria Pública da União e do Ministério da Economia (responsável pela reforma administrativa), enquanto as dez ocupações com menores remunerações médias em 2018 estão no Poder Executivo, sendo sete destas no nível municipal e três no nível estadual.

O estudo também mostra que nível federal apresenta as ocupações com remunerações médias mais elevadas, seguido do estadual, enquanto a esfera municipal ocupa a base da pirâmide. Além disso, há predomínio das ocupações ligadas ao Direito e à área de finanças e tributação entre os maiores salários, enquanto os menores estão vinculados a atividades operacionais e prestação de serviços manuais.

“Ambas as áreas são mais próximas da gestão interna do Estado. Ocupações relacionadas à prestação de serviços sociais, como saúde e educação, quase não figuram entre os maiores salários nas esferas federal e estadual. O município é uma exceção a esse padrão: especializações médicas constam entre as maiores remunerações”, conclui nota técnica divulgada pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), de autoria dos pesquisadores Felix Garcia Lopez, Bruno Portes Costa de Castro, José Teles Mendes, Ulisses Carlos Silva Ferreira, Leonardo Souza Silveira, Erivelton Pires Guedes, Pedro Henrique Elgalye e Ademar Pires Guedes.

Confira a íntegra da nota técnica do Ipea.

Fonte: GGN
Data original da publicação: 30/05/2021

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