1,5 milhão de pessoas abandonaram o mercado trabalho em um ano, aponta o IBGE

O número de pessoas que abandonaram o mercado de trabalho chegou ao mais elevado patamar em quase quatro anos, informou nesta terça-feira (29) o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).  Segundo o instituto, no trimestre de agosto a outubro, 64,727 milhões de pessoas estavam fora da força de trabalho. Ou seja, não estavam ocupadas nem procurando emprego.

É o maior número de pessoas fora da força de trabalho verificado pelo IBGE desde o início da atual pesquisa de emprego do instituto, iniciada em 2012. Em um ano, 1,462 milhão de pessoas deixaram o mercado de trabalho, um aumento de 2,3%. Nos últimos três meses, 668 mil pessoas abandonaram o mercado.

Segundo Cimar Azeredo, gerente da pesquisa de trabalho do IBGE, essa saída de pessoas do mercado às vésperas do Natal é incomum. Boa parte desse contingente pode ter deixado o mercado por não ver perspectiva de conseguir uma ocupação, devido à recessão. “É um evento não esperado, assim como o aumento da desocupação nessa época do ano”, disse. “Há uma desconfiguração total da sazonalidade.”

O IBGE constatou que a taxa de desemprego chegou ao mais elevado patamar desde 2012, 11,8%. A atual recessão, segundo Azeredo, empurrou 5,5 milhões de pessoas para o desemprego. A taxa de participação de pessoas no mercado – ou seja, pessoas com idade para trabalhar que participam da força de trabalho – em outubro chegou a 61,2%.

Nos melhores anos do mercado de trabalho, a taxa de participação havia caído, em razão da saída de jovens do mercado de trabalho para estudar. Agora, frisa Azeredo, a queda é uma resposta à piora generalizada do mercado de trabalho.

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Fonte: O Sul, com Folhapress
Data original da publicação: 29/11/2016

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