Vozes de trabalhadores na ditadura civil-militar: ensaios sobre literatura, memória e testemunho

Autor: Ettore Dias Medina
Orientadora: Eliana Maria de Melo Souza
Ano: 2014
Tipo: Tese de Doutorado
Instituição: Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”. Faculdade de Ciências e Letras (Campus de Araraquara). Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais
Repositório: Repositório Institucional UNESP
Resumo: Esta pesquisa de doutorado busca contribuir com o trabalho de elaboração da violência causada pela ditadura civil-militar (1964-1985), e tem como foco de análise as condições de vida da classe trabalhadora nesse momento histórico. Para sua realização investiguei a presença dos trabalhadores em narrativas publicadas no período da ditadura civil-militar. Especificamente, voltei minha atenção para narrativas que retrataram o período, procedimento que faz da pesquisa também uma investigação sobre as formas narrativas utilizadas para figurar o modo de vida dos trabalhadores durante a ditadura civil-militar no Brasil. Trabalhei com narrativas e depoimentos publicados pelos escritores Murilo Carvalho, Roniwalter Jatobá e Antônio Possidônio Sampaio. Defendo que os três escritores se valeram da literatura de testemunho para realizar suas obras. A literatura de testemunho surge da necessidade literária ou extraliterária de encontrar formas para narrar a violência. As obras que trazem em sua forma traços do testemunho estão situadas em um ponto de convergência entre literatura, narrativa, história e política, característica que estabelece vínculos específicos entre narrativa e realidade. A escolha do objeto se embasa em questões que articulam o campo dos estudos literários no Brasil, o campo de estudos das ciências sociais voltados para a classe trabalhadora e a necessidade de entender como foram as condições de vida dos trabalhadores na ditadura civil-militar. Nesse sentido, o trabalho de pesquisa se aproximou de uma demanda social existente em nossa sociedade: a necessidade de trazer à tona a repressão e os crimes cometidos contra a classe trabalhadora cujos responsáveis são o Estado brasileiro e agentes civis a ele articulados.
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