Redução da taxa de desemprego em outubro

Eduardo Miguel Schneider

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Em outubro, as informações captadas pela Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED) nas sete regiões onde é realizada [1] mostraram pequena oscilação positiva do nível ocupacional e ligeira redução da taxa do desemprego. O rendimento médio real dos ocupados aumentou em setembro.

A expansão da ocupação fez com que a taxa de desemprego registrasse pequena redução em outubro. Em setembro, a taxa havia sido de 10,9% da população economicamente ativa (PEA). Em outubro, ela passou a ser 10,5%. Contudo, nos últimos 12 meses, a taxa de desemprego metropolitana brasileira aumentou.

Em outubro do ano anterior ela havia sido de 10,0% da PEA (frente aos 10,5% atuais). Esse crescimento reflete a expansão do desemprego ocorrida nas regiões metropolitanas de Salvador e de São Paulo, já que nas demais houve declínio da taxa – com exceção da Região Metropolitana de Porto Alegre, onde permaneceu relativamente estável. O rendimento médio real dos ocupados aumentou 1,4% em setembro, encerrando o período em R$ 1.546.

Nos últimos 12 meses a tendência também foi de crescimento nos rendimentos. Entre setembro de 2011 e de 2012, o rendimento médio real dos ocupados aumentou 5,0%. A massa de rendimentos dos ocupados é, estatisticamente, o produto do número de trabalhadores ocupados pelo rendimento médio real. Em outras palavras, é o somatório dos recursos provenientes do trabalho (salários) que os indivíduos dispõem para gastar em pagamento de dívidas, consumo, etc. Nesse sentido, é um importante indicador de futuro da economia, visto que demonstra o seu potencial de consumo que, por sua vez, repercutirá sobre o comércio e sobre a produção nos períodos seguintes.

Nos últimos 12 meses, findos em setembro de 2012, a massa de rendimentos dos ocupados expandiu em 7,3%; resultado de crescimentos do nível de ocupação e dos rendimentos médios reais.

Nota

[1] Regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Salvador, São Paulo e Distrito Federal.

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Eduardo Miguel Schneider é mestre em Economia do Desenvolvimento pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS); especialista em Gestão Pública Participativa pela Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS).

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