Qualificação do trabalhador: conceitos e perspectivas em debate

Autora: Eline Emanoeli
Orientadora: Rosa Maria Marques
 Ano: 2016
 Tipo: Dissertação de Mestrado
 Instituição: Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Faculdade de Economia, Administração, Contábeis e Atuariais. Programa de Estudos Pós-Graduados em Economia Política
 Repositório: Biblioteca Digital da PUC-SP
 Resumo: Este trabalho tem como objetivo analisar a qualificação do trabalhador a partir do ponto de vista da literatura econômica e de outras áreas do conhecimento, tais como a educação e a sociologia do trabalho, bem como da perspectiva cotidiana dos trabalhadores. São discutidos os conceitos de qualificação propriamente dita e como ela se relaciona com as tecnologias, principalmente as novas, de base microeletrônica. Parte-se da premissa de que é importante entender quais são os conceitos de qualificação adotados pelas teorias para que se possa eleger aquela que mais atende à realidade observável dos trabalhadores e, com isso, ter uma visão mais adequada do mercado de trabalho e das circunstâncias proporcionadas pelo progresso técnico e pela inserção de novas tecnologias nos ambientes de trabalho. Para atingir o objetivo do estudo, fez-se necessário, num primeiro momento, recuperar o histórico da organização do trabalho e de sua relação com as tecnologias, com ênfase no processo de passagem do controle do saber das mãos do trabalhador para o empregador, detentor do capital. A partir daí, é apresentado o debate acerca da conceituação da qualificação do trabalho dentro das perspectivas econômicas marxista e neoclássica. A seguir, discorre-se sobre as exigências de qualificação, no Brasil, após a reestruturação produtiva, e o conceito de qualificação a partir da visão do trabalhador, tendo como base os resultados obtidos por importantes investigadores, que realizaram entrevistas diretas com trabalhadores de alguns setores fabris. Somam-se a essas informações algumas notas obtidas mediante entrevistas realizadas junto a profissionais ligados às áreas sindical e de recursos humanos. Por fim, notamos que a polivalência exigida ao trabalhador para operar com as novas tecnologias não significa maior qualificação. E inferimos que os trabalhadores, no geral, dissociam a noção de qualificação ao controle do processo de produção. Isso ocorre porque o capital só reconhece as qualificações do trabalhador quando as considera importantes para o aumento de produtividade, o que faz com que os trabalhadores atualmente se avaliem como qualificados apenas ao considerarem que suas habilidades o tornam “empregáveis” por este capital.
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