Os efeitos do trabalho flexível na construção da trajetória profissional do trabalhador contemporâneo

Autor: Francisco Coelho Cuogo
Orientadora: Marília Veríssimo Veronese
Ano: 2016
Tipo: Dissertação de Mestrado
Instituição: Universidade do Vale do Rio dos Sinos. Unidade Acadêmica de Pesquisa e Pós-Graduação. Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais
Repositório: RDBU – Repositório Digital da Biblioteca da Unisinos
Resumo: A dissertação que segue se propõe a analisar as transformações ocorridas a partir da década de 1970, com a reestruturação do capitalismo, considerando seus efeitos sobre as características do trabalho e sobre as estruturas organizacionais impactadas pela sociedade informacional. Pretendemos, assim, discutir as mudanças que vêm ocorrendo no contexto profissional, estabelecendo relações com as transformações da economia e do contexto organizacional a partir da transição da era industrial para a era da informação. Nessa conjuntura, buscamos desenvolver uma percepção crítica sobre as exigências que vêm sendo feitas por parte das organizações em relação às competências requeridas do trabalhador contemporâneo e como tais aspectos podem afetar – positiva ou negativamente – a classe trabalhadora. Por isso, abordamos neste trabalho as características da era industrial, estreitando nesta abordagem o trabalho mecanicista, as características do fordismo e seus efeitos sobre o trabalhador taylorista. No tópico seguinte, destacamos a crise do modelo fordista de acumulação, a transição para a acumulação flexível, onde discorremos, também, sobre o toyotismo e o informacionalismo. Em seguida, consideramos os efeitos da economia neoliberal sobre as características e a organização do trabalho, analisando os estímulos conferidos ao trabalho flexível. Buscamos investigar os reflexos das mudanças ocorridas no trabalho da era industrial (sob a perspectiva do modelo fordista) para a era informacional (sob a perspectiva da acumulação flexível e do neoliberalismo) sobre o trabalhador e, mais especificamente, buscamos entender os sentidos deste tipo trabalho para o jovem trabalhador contemporâneo. Para abordar as características do modelo fordista e seus efeitos sobre o trabalhador industrial utilizamos as obras de Harvey (1992), Alves (1999) e Aranha (2006). Ao falar sobre a sociedade informacional e o neoliberalismo foram analisadas as concepções de Castells (2002) e Anderson (1996). Nos aspectos relacionados ao trabalho – bem como sobre a sua flexibilidade – utilizamos como referência as obras de Antunes (2005), Sennet (2006) e Lazzarato (2001). Aproximamos, ainda, alguns conceitos da área da administração, visto que o discurso desta área contribui para legitimar a condição do trabalho na atualidade, principalmente no que diz respeito ao trabalho flexível. Para sustentar estes argumentos recorremos a autores como Eboli (2004), Meister (1999) e Caravantes (2008). A pesquisa desenvolvida nesta dissertação levantou dados qualitativos através de aplicação de questionário com perguntas abertas. Os questionários foram aplicados em dois grupos de profissionais (todos na condição de trabalhadores e estudantes do ensino superior), separados por faixa etária. O primeiro grupo de jovens trabalhadores estava na faixa etária de 18 a 35 anos e o segundo grupo de trabalhadores na faixa etária acima de 36 anos. Dessa forma, objetivamos compreender a percepção destes trabalhadores acerca do trabalho flexível. Para análise das respostas dos questionários utilizamos o método de análise de conteúdo de Bardin (1994).
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