Mineiros sul-africanos mantêm greve e exigências salariais

A greve mineira no conflituoso eixo metalúrgico de Marikana entrou na sexta-feira (07) em sua terceira semana, ao mesmo tempo em que não se vislumbram sinais de solução diante do protesto de cerca de 70 mil trabalhadores sul-africanos.

O líder do sindicato mineiro que dirige a ação trabalhista, Joseph Mathunjwa, afirmou na rádio local não estar seguro de quando terminará a manifestação e disse que manterão até o final as demandas de duplicação de salários.

Os operários exigem salários de até 12 mil rands mensais (cerca de 1.200 dólares), o patronato têm argumentado que se trata de uma solicitação “exagerada e irreal”, e as negociações atingiram um ponto morto.

A África do Sul tem um salário mínimo em média de três mil rands ao mês (cerca de 300 dólares), e as remunerações regulares para o setor da mineração são de cinco mil rands (500 dólares).

As corporações afetadas informaram que estão perdendo 100 milhões de rand (10 milhões de dólares) ao dia devido à desmobilização convocada pela Associação de Trabalhadores Mineiros e da Construção (AMCU) em 23 de janeiro.

As três companhias produtoras de platina, as maiores do mundo – Anglo American Platinum, Impala Platinum e Lonmin –, estão semiparalizadas pelos protestos operários localizados nas províncias de North West e Limpopo.

Porta-vozes empresariais indicaram que podem aceitar um aumento salarial de nove por cento divididos em três anos, em um processo sustentável pelas finanças da indústria.

É a primeira vez que os três principais produtores de platina da nação austral se viram prejudicados por uma greve ao mesmo tempo.

A África do Sul é o lar ao redor de 80 por cento das reservas globais do metal e gera mais de dois terços da produção primária deste produto no âmbito internacional.

No entanto, a indústria tem sido golpeada faz dois anos por protestos dos mineiros, um débil mercado de vendas, e altas nos preços da eletricidade e os custos trabalhistas.

Este setor trabalhista abarca 134 mil operários em todo o país. A platina é utilizada sobretudo em conversores catalíticos de automóveis, para discos duros de computadores e obturações dentais.

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Fonte: Prensa Latina, com ajustes
Data original da publicação: 07/02/2014

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