Estratégia apoiada pelo Banco Mundial emprega mais de dois milhões de brasileiros

De acordo com o Ministério do Trabalho, 30 mil empresas de economia solidária fazem parte da estratégia nacional de inclusão produtiva, apoiada pelo Banco Mundial. Muitas dessas empresas adotam técnicas de produção sustentável e atualmente empregam cerca de 2,3 milhões de pessoas.

As empresas possuem algumas características especificas, como o trabalho em associações ou cooperativas, a propriedade coletiva dos instrumentos de produção, mesmas condições de pagamento, chances iguais para homens e mulheres e a autogestão – ou seja, todas as decisões são tomadas pelos próprios funcionários.

“Por tudo isso, a economia solidária emancipa o trabalhador e dá oportunidades tanto a quem vive no campo quanto a quem está em situação de pobreza”, avalia Roberto Marinho, secretário adjunto da Secretaria Nacional de Economia Solidária, ligada ao Ministério.

Segundo a especialista em proteção social do Banco Mundial, Concepción Steta, a economia solidária demonstra um esforço da região em unir as políticas de assistência social às gerações de emprego e é cada vez mais importante em países como El Salvador e México.

O encontro da Comunidade de Aprendizagem sobre Políticas de Emprego que reúne países de toda a América Latina, realizado recentemente e organizado pelo Banco Mundial, discutiu sobre a importância de estimular a economia solidária e o empreendedorismo. Porém, nem todos os países têm programas de incentivo à economia solidária. “Estruturar esse apoio requer tempo e uma série de condições. É preciso, por exemplo, criar acesso a crédito, investimentos e assistência técnica”, explica Marinho.

Além disso, as legislações tributária, sanitária e comercial necessitam de ajustes para que as empresas consigam fabricar e vender seus produtos conforme as exigências do mercado. “Por meio da Comunidade de Aprendizagem, o Banco Mundial apoia a troca de experiências entre os países latino-americanos interessados em criar estratégias de economia solidária”, ressalta Steta. O Banco Mundial oferece assistência aos governos que queiram montar projetos para ajudar a vencer essas dificuldades.

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Fonte: ONU Brasil
Data original da publicação: 26/07/2013

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