20% de empresas japonesas têm empregados que podem morrer de exaustão

O Japão registra anualmente centenas de falecimentos por exaustão (causadora de infarto, acidente vascular cerebral e suicídio) e numerosos problemas de saúde graves, o que resulta em processos judiciais e em apelos públicos para que o problema seja resolvido.

O relatório faz parte do documento oficial sobre o ‘karoshi’, a morte por fadiga no trabalho, aprovado pelo gabinete do primeiro-ministro, Shinzo Abe, na sexta-feira (07/10).

Embora a imagem típica do japonês que trabalha muitas horas e toma o último trem para voltar para casa esteja mudando, os trabalhadores do país passam mais horas em seu local de trabalho do que os que vivem em outras economias modernas.

Trabalhador japonês sofre alto nível de estresse relacionado ao trabalho

Segundo o relatório, 22,7% das companhias japonesas consultadas entre dezembro de 2015 e janeiro de 2016 declarou que seus funcionários faziam mais de 80 horas extras por mês.

O documento também relata que cerca de 21,3% dos empregados japoneses trabalham 49 horas ou mais por semana, em média, bem acima dos 16,4% registrados nos EUA, 12,5% na Grã-Bretanha e 10,4% na França.

O relatório conclui que os empregados japoneses também sofrem alto nível de estresse relacionado ao trabalho. O governo japonês fez um apelo para que as companhias melhorem as condições de trabalho.

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Fonte: Radio França Internacional
Data original da publicação: 09/10/2016

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