Trabalhadores ocuparam o Brasil em defesa da Previdência Pública

[vc_row][vc_column][vc_column_text]Desde as primeiras horas da manhã da última sexta-feira, 22 de março, Dia Nacional de Luta em Defesa da Previdência, os trabalhadores e trabalhadoras ocuparam as ruas do país contra a proposta de reforma da Previdência do governo de Jair Bolsonaro (PSL), que restringe o acesso à aposentadoria e reduz o valor do benefício, prejudicando milhões de pessoas, especialmente os que começam a trabalhar mais cedo e os idosos que vivem em situação de miserabilidade.

É o esquenta para a greve geral que as centrais sindicais, com apoio do conjunto do movimento social, organizarão para derrotar a proposta que acaba com a aposentadoria por tempo de contribuição, impõe a obrigatoriedade de idade mínima de 65 anos para os homens e 62 para as mulheres terem direito ao benefício.

Os metalúrgicos e metalúrgicas da Ford e da Mercedes-Benz realizaram assembleias às 6h30 e aprovaram a participação na greve geral. Em seguida, seguiram em passeata pelas ruas de São Bernardo do Campo, no ABC Paulista.

Panfletagens, assembleias no local de trabalho, diálogo com a população e atos ocorreram em diversas cidades do país como em Fortaleza, onde se reuniram mais de 30 mil pessoas, e em Campo Grande, onde 5 mil pessoas protestaram contra a reforma e em defesa do direito à aposentadoria do povo trabalhador.

Os ônibus da capital paulista, de Salvador, de Natal e de Guarulhos não circularam por algumas horas na manhã de sexta (22) porque os motoristas e cobradores decidiram mostrar que são contra a reforma da Previdência de Bolsonaro.

Já os trabalhadores e trabalhadoras dos ônibus que circulam na Região Metropolitana de Recife paralisaram suas atividades às 15h para se unirem às demais categorias profissionais – metalúrgicos, bancários, professores, metroviários, servidores públicos federais, municipais e estaduais, entre outras – em um ato em defesa da aposentadoria, na Praça do Derby, no centro da capital pernambucana.

A mobilização também ocorreu nas redes sociais, o que ajudou a fortalecer ainda mais a luta dos trabalhadores e trabalhadoras nas ruas. Minutos após ser postada, a hashtag #LutePelaSuaAposentadoria, criada pelos organizadores do Dia Nacional em Defesa da Previdência, já estava em primeiro lugar no trending topics do Twitter no Brasil, onde permaneceu por horas.

Confira os atos que ocorreram no Brasil:

Amapá

Em Macapá, a luta contra a reforma da Previdência começou logo nas primeiras horas da manhã. Os trabalhadores e trabalhadoras ocuparas as ruas da cidade em defesa da aposentadoria #LutePelaSuaAposentadoria.

Bahia

Em Salvador, na Bahia, além da paralisação dos rodoviários e de outras categorias profissionais, a manifestação reuniu milhares de trabalhadores e trabalhadoras na Rótula do Abacaxi. De lá, todos seguiram em caminhada pelo centro comercial da cidade.

Ceará

Em Fortaleza, no Ceará, os trabalhadores e trabalhadoras tomaram as ruas da capital contra a Reforma da Previdência de Bolsonaro. Mais de 30 mil pessoas mandaram o recado ao governo: “Não mexam nas nossas aposentadorias”. A manifestação de Fortaleza teve grande protagonismo das mulheres. Participaram ainda professores, integrantes de movimentos sociais e centrais sindicais, líderes políticos, trabalhadores da construção civil e estudantes.

Espírito Santo

Uma passeata em Vitória marcou o Dia Nacional de Luta em Defesa da Previdência no Espírito Santo.

Mato Grosso do Sul

No Mato Grosso do Sul, cerca de 5 mil pessoas de 42 municípios do estado se reuniram em Campo Grande para lutar pelo direito de ter uma aposentadoria digna na velhice. Milhares de trabalhadores e trabalhadoras tomaram a Praça do Rádio, onde se concentraram para seguir em caminhada pelas ruas da cidade.

Maranhão

Os trabalhadores e trabalhadoras de São Luis do Maranhão também são contra a reforma da Previdência e saíram às ruas para darem o recado: “não roubem a nossa aposentadoria”

Minas Gerais

Em Belo Horizonte, Minas Gerais, os trabalhadores e trabalhadoras fizeram ato no centro em defesa da aposentadoria. Em Juiz de Fora, teve ato no centro histórico, que reuniu milhares de pessoas na luta contra a reforma da Previdência.

Paraná

No Paraná, teve mobilização dos trabalhadores em Curitiba, na capital, e em cidades do interior, como Maringá e Cornélio Procópio. Na unidade de Industrialização do Xisto, em São Mateus do Sul, os petroleiros paralisaram as atividades pela manhã contra a reforma da Previdência.

Paraíba

Em Patos, na Paraíba, diversas entidades, juventude, mulheres, servidores públicos, trabalhadores do campo e da cidade, compareceram ao chamamento para a luta, destacou o presidente a CTB-PB, José Gonçalves.

Pernambuco

Em Pernambuco, os trabalhadores também se mobilizaram nas cidades de Petrolina e no Recife. Houve ato também no Terminal Aquaviário de Suape (Transpetro), em Ipojuca.

Piauí

No Piauí, foram registradas mobilizações na capital, Teresina, e na cidade de Parnaíba. Os trabalhadores e trabalhadoras em defesa da aposentadoria #LutePelaSuaAposentadoria.

Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro, trabalhadores da zona industrial de Santa Cruz, na zona oeste da cidade, protestaram contra a reforma da Previdência. Os petroleiros fizeram atos na Refinaria de Duque de Caxias (Reduc), na Baixada Fluminense. Teve panfletagem também no Largo do Machado.

Rio Grande do Norte

No Rio Grande do Norte, os trabalhadores e trabalhadoras se mobilizaram em defesa da aposentadoria nos municípios de Caraúbas, Angicos, Equador, Porto do Mangue e Mossoró.

Rio Grande do Sul

No Rio Grande do Sul, metalúrgicos de São Leopoldo fizeram ação logo pela manhã contra a reforma de Bolsonaro. Houve manifestação e panfletagem também em Novo Hamburgo. Em Caxias do Sul milhares de trabalhadores metalúrgicos também foram às ruas em defesa da aposentadoria.

Aula pública contra Reforma da Previdência em Ijui-RS abordou a resistência dos trabalhadores e trabalhadoras de todo o Brasil contra o pacote de propostas que altera as regras para aposentadorias da população, sem combater privilégios e que favorece apenas o sistema financeiro. Segundo os dirigentes sindicais, a proposta de reforma põe fim ao direito à aposentadoria.

Rondônia

Em Rondônia, houve um seminário na sede do Sintero para esclarecer os trabalhadores e trabalhadoras sobre as consequências da reforma da Previdência.

Santa Catarina

Em Santa Catarina, houve panfletagem, diálogo com a população e ato em frente às agências do INSS de Caçador, Blumenau, Chapecó, Joinville, Laguna, Criciúma, Coronel de Freitas, Concórdia e Joaçaba.

São Paulo

Além do ato dos metalúrgicos do ABC em frente a Ford e a Mercedes, em São Bernardo do Campo, houve mobilização dos trabalhadores da Comgás, na capital paulista, e dos eletricitários de Presidente Prudente.

Mais de 70 mil trabalhadores e trabalhadoras compareceram, à tarde, à Avenida Paulista, em São Paulo. A manifestação teve a adesão de diversas categorias, como a dos professores e professoras, que reuniu mais de 10 mil na Praça da República, no centro da capital. De lá eles caminharam cerca de três quilômetros até a Avenida Paulista, para se encontrarem com os demais trabalhadores da saúde, bancários, químicos, metroviários, metalúrgicos, do comércio e serviços, além de servidores públicos municipais e estaduais, entre outras categorias.

Em São Paulo, os protestos foram organizados com panfletagem e assembleias nas portas de fábricas. Houve paralisação de linhas de ônibus em todas as regiões desde a manhã. Funcionários das linhas do Metrô e da CPTM, trabalharam vestidos com coletes contra a Previdência e a privatização.

Em Campinas, os movimentos sociais e sindicais também organizaram o dia de protestos. Representantes de diferentes categorias, como dos papeleiros, dos policiais civis, de professores de escolas municipais e de professores de escolas estaduais participaram da manifestação na manhã de sexta-feira (22), em Mogi das Cruzes.

Também houve atos em Limeira, São Carlos e Campinas, no interior paulista. Em São José dos Campos, participaram metalúrgicos da General Motors, Heatcraft, Prolind, Panasonic e Eaton, segundo o sindicato da região, informando ainda que houve assembleias na Latecoere e Armco (Jacareí) e na MWL (Caçapava).

Foram registrados também atrasos em fábricas de outros setores, como a Basf (indústria química) e Heinneken (alimentação), ambas em Jacareí.

Sergipe

Em Aracaju, os trabalhadores e trabalhadoras se concentraram em frente à Deso, na Rua Campo do Brito, depois seguiram em caminhada pelas ruas da cidade em defesa do direito à aposentadoria.

Tocantins

No Tocantins, o Dia Nacional de Luta em Defesa da Previdência contou com participação das quebradeiras de coco do município de Sítio Novo. Trabalhadores e trabalhadoras também realizaram manifestação em Palmas.[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_empty_space][/vc_column][/vc_row][vc_row][vc_column][vc_column_text]Fonte: Vermelho, com ajustes
Data original da publicação: 22/03/2019[/vc_column_text][/vc_column][/vc_row]

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