Trabalhadores da GM realizam ato simultâneo em oito países

Metalúrgicos da General Motors (GM) de oito países realizaram o “Dia de Ação Global” contra os “Ataques da GM” na última quarta-feira (23 de janeiro). De forma simultânea, foram organizadas atividades na Alemanha, Argentina, Brasil, Colômbia, Espanha, Estados Unidos, França e Itália. A mobilização, segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, quis denunciar o desrespeito aos direitos trabalhistas que acontecem nas fábricas da montadora em todo o mundo.

“Na França, os trabalhadores estão em greve contra a ameaça de fechamento da fábrica. Na Colômbia e Argentina, trabalhadores lesionados estão sendo demitidos. Também está previsto o fim da fábrica de Grand Blanc, no estado de Michigan, nos EUA”, diz o sindicato em nota.

24 horas

Na terça-feira (22 de janeiro), trabalhadores da GM de São José dos Campos (SP) entraram em greve e ocuparam a Rodovia Presidente Dutra, como forma de pressionar o Governo Federal a proibir as 1.598 demissões programadas pela montadora. Levantamento realizado pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) revela que de agosto de 2011 a novembro de 2012, a GM fechou 1.297 postos de trabalho em São José dos Campos – saldo entre admissões e demissões. Nesse levantamento ainda não estão incluídas todas as demissões realizadas pelo Programa de Demissão Voluntária (PDV), aberto pela GM em agosto de 2012.

Nenhum acordo

No segundo semestre do ano passado, a GM anunciou que fecharia o setor MVA (Montagem de Veículos Automotores) da fábrica de São José dos Campos e que demitiria 1.840 trabalhadores. Desde então, a fabricante vem negociando uma solução para a situação desses trabalhadores com os sindicatos e o Governo Federal, mas até agora não chegou a nenhum acordo.

Em nota, o Sindicato dos Metalúrgicos disse que vai pressionar a presidente Dilma Rousseff para que interfira nos planos de demissão da montadora. Informou também que irá atuar em três frentes: cobrar o Governo Federal, dar continuidade às negociações e fortalecer as mobilizações, além de discutir um novo acordo trabalhista, desde que haja garantia de empregos e investimentos.

[divide]

Fonte: Brasil de Fato

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *