Saber mais, para lutar melhor: concepção e prática da formação sindical no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC paulista e as novas estratégias sindicais no período 1999-2009

Autor(a): Sílvia Gaban
Orientador(a): Iram Jácome Rodrigues
 Ano: 2011
 Tipo: Dissertação de Mestrado
 Instituição: Universidade de São Paulo. Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas. Departamento de Sociologia. Programa de Pós-Graduação em Sociologia
 Repositório: Biblioteca Digital de Teses e Dissertações da USP
 Resumo: A formação sindical tem sido considerada um elemento essencial para a formação política dos trabalhadores e associada historicamente a um movimento operário forte. Nesse sentido, esta pesquisa tem como principal objetivo estudar a concepção e prática do programa de formação sindical do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC paulista, no período de 1999-2009. Há uma concentração nessa década em razão da implantação do novo programa formativo em 1999, por decisão do 3º Congresso dos metalúrgicos, o qual aconteceu em um período de profundas transformações no capitalismo e no mundo do trabalho, cujos impactos se fizeram sentir no sindicalismo desde o início dos anos 1990, indicando uma necessidade de qualificação dos dirigentes e militantes. A pesquisa envolveu trabalho de campo em São Bernardo do Campo, estado de São Paulo, com ênfase no material empírico do Departamento de Formação, onde foram analisados relatórios, planos, dados quantitativos, material didático, associados a entrevistas com formadores profissionais e voluntários com experiência no programa. Foram estudados os seus dois principais eixos temáticos, traduzidos nos cursos Sindicato na Fábrica e Sindicato e Sociedade, bem como o tema voltado à formação dos dirigentes educadores, Formação de formadores. Esse material de pesquisa teve como eixo de análise o conceito de construção da experiência de classe em E.P.Thompson, e ao de socialização em Claude Dubar e Dubet & Martuccelli, associado aos autores do debate sobre essas transformações, como também aqueles que discutem novas possibilidades de identidades sindicais e novas estratégias. Os resultados desta pesquisa apontam não só para a construção de uma experiência consistente e qualitativa de discussão dessas transformações no mundo do trabalho, como para a qualificação de seus dirigentes para a ação sindical, indicando uma resistência dos trabalhadores por meio de novas estratégias em um cenário desfavorável. Entretanto, apesar dos avanços, desafios são postos a esse coletivo.
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