Resultados de 2014 nas regiões metropolitanas

Eduardo Miguel Schneider

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O nível ocupacional cresceu em quase todas as regiões em 2014. Somente a Região Metropolitana de Porto Alegre registrou declínio no número de ocupados (-2,1%). Contudo, o ritmo de expansão foi pequeno na maioria das regiões metropolitanas [*] – Salvador (1,6%), Recife (0,9%) e São Paulo (0,9%). Somente em Fortaleza a taxa de crescimento da ocupação foi mais pronunciada (3,1%).

A dinâmica conjuntural positiva da ocupação no espaço metropolitano brasileiro, combinada com reduzida entrada de pessoas no mercado de trabalho, resultou refletir favoravelmente sobre a taxa de desemprego total. Em 2014, quase todas as regiões pesquisadas experimentaram redução da taxa. Somente na Região Metropolitana de São Paulo houve aumento do desemprego. Como mostra o gráfico acima, Porto Alegre logrou manter-se como a região com menor desemprego e, de outro modo, e Salvador permanece como a região com maior desemprego.

O rendimento médio real dos ocupados aumentou em três das cinco regiões metropolitanas pesquisadas, com destaque para a elevação de 1,8% em Fortaleza e 1,6% em Salvador. Houve declínio somente na Região Metropolitana de Recife, enquanto em Porto Alegre permaneceu estável. Em termos absolutos, a Região Metropolitana de São Paulo registrou o maior rendimento (R$1.922) e Fortaleza o menor (R$1.193).

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Tal aumento dos rendimentos dos ocupados nas três regiões determinou expansão da massa de rendimentos reais dos ocupados nestas regiões, com destaque para a Região Metropolitana de Recife (5,0%), onde o resultado repercutiu o crescimento combinado da ocupação e dos rendimentos. Da mesma forma, o crescimento da massa de rendimentos nas regiões metropolitanas de Salvador (3,7%) e de São Paulo (1,3%), foi resultado do crescimento na ocupação e nos rendimentos nestas regiões. Por sua vez, houve redução da massa de rendimentos em Porto Alegre (-2,0%), determinado pela redução da ocupação. Em Recife a massa de rendimentos apresentou pequena variação negativa (-0,4), determinada pela redução nos rendimentos.

Maiores informações: http://www.dieese.org.br/analiseped/ped.html

Nota

[*] Regiões metropolitanas pesquisadas: Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo.

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Eduardo Miguel Schneider é mestre em Economia do Desenvolvimento pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS); especialista em Gestão Pública Participativa pela Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS).

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