Pífia dinâmica ocupacional determina crescimento da taxa de desemprego total

Eduardo Miguel Schneider

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Em abril, a ocupação apresentou declínio nas regiões metropolitanas de Recife (-1,7%), Salvador (-1,3%) e São Paulo (-0,3%). Na Região Metropolitana de Fortaleza a ocupação não variou (0,0%). Já na Região Metropolitana de Porto Alegre e no Distrito Federal a ocupação apresentou crescimento de, respectivamente, 1,4% e 1,2%. Comparados com os resultados do mês anterior, parece haver sinais de um esboço de retomada da ocupação – no mês anterior, a ocupação havia caído em cinco regiões e em uma havia permanecido relativamente estável. Sazonalmente, essa retomada da ocupação ocorre a partir de maio/junho. Contudo, quando comparado com o nível ocupacional de um ano atrás, ainda se observa retração ocupacional em quase todas as regiões, desautorizando em grande medida a caracterização positiva da retomada.

A pífia dinâmica conjuntural da ocupação no espaço metropolitano brasileiro determinou aumento da taxa de desemprego total em quase todas as áreas metropolitanas pesquisadas – somente na Região Metropolitana de Fortaleza ela permaneceu relativamente estável. Esse resultado negativo se repete pelo segundo mês consecutivo – no mês anterior a taxa aumentou em todas regiões.

Nos últimos 12 meses, a tendência da taxa de desemprego total foi de aumento na maior parte das regiões investigadas (regiões metropolitanas de São Paulo, Fortaleza e Porto Alegre. Na Região Metropolitana de Recife a taxa permaneceu relativamente estável e na de Salvador apresentou pequeno declínio.

Em março, o Rendimento médio real dos ocupados se reduziu em todas as regiões pesquisadas. Em termos de valores absolutos, o Distrito Federal registrou o maior rendimento (R$2.703) e Fortaleza o menor (R$1.223).

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Também a tendência do rendimento médio real nos últimos 12 meses foi de declínio na maioria das regiões, com destaque para a diminuição registrada nas regiões metropolitana de São Paulo (-8,7) e de Porto Alegre (-8,5%). Nesta base de comparação, houve aumento do rendimento apenas na Região Metropolitana de Salvador (0,9%).

Nos últimos 12 meses findos em março, a massa de rendimentos reais dos ocupados declinou em todas as regiões metropolitanas: Porto Alegre (-9,6%), São Paulo (-8,7%), Recife (-1,6%), Fortaleza (-1,1%) e Salvador (-0,8%). Nestas regiões, a diminuição da massa de rendimentos foi ocasionada, em maior medida, pelo declínio nos rendimentos médios reais; somente na Região Metropolitana de Salvador, onde a massa de rendimentos menos caiu, o desempenho negativo da ocupação foi o fator explicativo preponderante.

Maiores informações: http://www.dieese.org.br/analiseped/ped.html

Nota

[*] Regiões metropolitanas pesquisadas: Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Salvador, São Paulo e no Distrito Federal.

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Eduardo Miguel Schneider é mestre em Economia do Desenvolvimento pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS); especialista em Gestão Pública Participativa pela Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS).

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