Pesquisa do IBGE expõe desigualdades no mercado de trabalho

A taxa média nacional de desemprego no primeiro trimestre foi de 7,1%, acima do quarto trimestre de 2013 (6,2%), período em que as taxas costumam ser menores, e abaixo dos três primeiros meses do ano passado (8%). Em relação a este período, o país tem 1,8 milhão de ocupados a mais, em um total de 91,2 milhões, e 800 mil desempregados a menos (7 milhões). Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgada na terça-feira (03/05) pelo IBGE.

A Pnad Contínua irá substituir a Pesquisa Mensal de Emprego (PME). Os dois levantamentos não são comparáveis. A PME é feita em seis regiões metropolitanas, enquanto a Pnad tem abrangência maior e é resultado de informações colhidas em mais de 200 mil domicílios de 3.500 cidades. As últimas divulgações da PME têm mostrado taxas próximas de 5%, as menores da série histórica, iniciada em 2002.

A taxa de desemprego é maior no Nordeste (9,3%) e no Norte (7,7%). Vai a 7% na região Sudeste, a 5,8% no Centro-Oeste e 4,3% no Sul. É mais alta entre as mulheres (8,7%) do que entre os homens (5,9%). Atinge 12,7% entre trabalhadores de ensino médio incompleto e cai para 4% entre os de ensino superior completo. Chega a 15,7% entre jovens de 18 a 24 anos e cai a 6,6% na faixa entre 25 e 39 anos.

A média de desemprego da Pnad Contínua foi de 7,4% em 2012 e 7,1% em 2013

A distribuição dos ocupados no primeiro trimestre mostra 70,1% de empregados, 4,1% de empregadores, 23% de trabalhadores por conta própria e 2,9% de trabalhadores familiares auxiliares. “Ao longo da série histórica, essa composição não se alterou significativamente”, diz o IBGE.

A pesquisa indica continuação da tendência de formalização do mercado de trabalho. No primeiro trimestre deste ano, 77,7% dos ocupados no setor privado tinham carteira assinada. Eram 75,3% em igual período de 2012 e 76,1% em 2013.

O emprego formal é maior no Sul (85%) e no Sudeste (83,1%) e menor nas regiões Norte (64,6%) e Nordeste (62,8%). No Centro-Oeste, chega a 76,9%.

Segundo os dados do IBGE, a formalização estaciona entre os trabalhadores do setor doméstico. Os registrados representavam 31,9% do total no primeiro trimestre de 2012, 31,7% em 2013 e 31,4% em 2014.

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Fonte: Rede Brasil Atual
Data original da publicação: 03/04/2014

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