ONU: “Um milhão de vozes: O mundo que queremos”

O Grupo de Desenvolvimento das Nações Unidas acaba de publicar um importante relatório que revela o que as pessoas de todo mundo percebem como suas prioridades para a futura agenda de desenvolvimento mundial assim que encerrar a data estabelecida para alcançar os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) em 2015.

O relatório é o resultado de um processo de consulta sem precedentes que envolveu mais de um milhão de pessoas de todas as partes do mundo, incluindo representantes de governos locais e nacionais, o setor privado, os sindicatos e a sociedade civil. No total, foram feitas 88 consultas nacionais, 11 diálogos temáticos e uma pesquisa global.

O relatório mostra que as áreas chaves abarcadas pelos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio continuam sendo de importância crítica: a erradicação da pobreza por renda e fome, a igualdade de gênero, os serviços de saúde pública e o acesso à educação de qualidade. Mas as pessoas também estão preocupadas com novos desafios: o crescimento inclusivo e os empregos decentes, a sustentabilidade ambiental, a governança, a paz e a segurança.

De fato, as oportunidades de trabalho são uma das quatro prioridades identificadas na pesquisa global Meu Mundo 2015, da qual participaram cerca de 800.000 pessoas através de sua plataforma online. A criação de emprego também emergiu como uma necessidade urgente em quase todos os 88 países onde a ONU realizou consultas nacionais.

Segundo o relatório, o desajuste entre o número de pessoas que buscam emprego produtivo e aquelas que têm acesso a um trabalho decente foi considerado como “insustentável desde o ponto de vista social, econômico, ambiental e político”.

As pessoas que participaram da consulta temática mundial sobre crescimento e emprego também pediram que seja dedicada maior atenção à qualidade do crescimento econômico e coincidiram em que o trabalho decente deveria ser um objetivo prioritário de desenvolvimento e uma meta central das políticas macroeconômicas. Também se expressaram em favor da extensão dos pisos de proteção social definidos em âmbito nacional para amparar e habilitar quem não pode trabalhar.

As consultas foram possíveis graças a um nível de colaboração extraordinário entre todas as agências da ONU. A OIT e seus mandantes tripartites participaram de maneira muito ativa em numerosos contextos nacionais e regionais. A OIT tomou a iniciativa de organizar a consulta sobre Crescimento e Emprego, em cooperação com o PNUD, e contribuiu para as discussões temáticas sobre Desigualdades, Governança, Educação e Dinâmica da População.

Fonte: OIT Brasil
Data original da publicação: 16/09/2013

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