OIT: 300 milhões de idosos não têm acesso a cuidados de longo prazo

Um relatório da Organização Internacional do Trabalho, OIT, alerta que 300 milhões de pessoas com mais de 65 anos no mundo não têm acesso a cuidados de longo prazo. O documento foi divulgado na quinta-feira (01/10) pela agência da ONU, para marcar o Dia Internacional das Pessoas Idosas. Segundo a OIT, há um déficit na prestação desses serviços para os idosos pela falta de 13,6 milhões de trabalhadores especializados nesse setor, em todo o mundo.

Maioria

A pesquisa da OIT foi feita em 46 países que cobrem 80% da população idosa global, incluindo Brasil, Portugal, China, Estados Unidos, Alemanha, França e Reino Unido. A situação mais grave, em números absolutos, está na região da Ásia-Pacífico que sofre com uma falta de 8,2 milhões de trabalhadores especializados.

Na África, 90% dos idosos não recebem qualquer tipo de cuidado e faltam 1,5 milhão de trabalhadores do setor. Os países europeus são os que registram os melhores serviços de assistência aos idosos.

Brasil

No Brasil, a OIT diz que os idosos representam 11,2% da população e esse índice deve subir para 22,5% em 2050. O documento cita que não há uma lei sobre o assunto e que o cuidado de longo prazo fica a cargo da família.

Existem no país mais de 3,5 mil instituições que fornecem esse tipo de serviço. Elas atendem a aproximadamente 100 mil pessoas. Isso representa  menos de 1% dos idosos que necessitam de cuidados de longo prazo no país.

A OIT pede aos governos que implementem políticas universais que tenham como base os princípios sociais de proteção aos idosos. Além disso, a agência quer novos financiamentos ou redução de impostos para diminuir a parcela do custo que cabe ao paciente.

Por fim, a organização quer aumentar a força de trabalho para o setor e assim disponibilizar o serviço a todos os que necessitam e ao mesmo tempo, criar novos empregos.

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Fonte: Rádio ONU
Texto: Edgard Júnior.
Data original da publicação: 01/10/2015

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