Migração e justiça trabalhista na mira de foro internacional

O governo da migração trabalhista no mundo e a contratação equitativa figuram entre os temas de debate da 106 Conferência Internacional do Trabalho da OIT, iniciada na terça-feira(06/06) em Genebra (Suíça).

Segundo especialistas da Organização Internacional do Trabalho (OIT), a análise deveria contribuir uma importante contribuição às discussões sobre a migração a escala global, com tendências ao crescimento desordenado em condições precárias.

Estimativas da OIT indicam que quase 73 por cento dos 206,6 milhões de emigrantes em idade de trabalho (maiores de 15 anos) são trabalhadores e ao redor de 44 por cento do total são mulheres.

De acordo com diversos estudos, a busca de trabalho é atualmente a causa principal da maior parte de migração internacional.

‘Esta realidade, portanto, deve ficar plenamente refletida nos compromissos que os Estados membros das Nações Unidas estejam dispostos a assumir com o Pacto mundial para uma migração, segura, regular e ordenada’, cuja adoção deveria ocorrer em 2018, declarou o especialista de OIT, Ryszard Cholewinski.

Com intercâmbios até o próximo 16 de junho, a Conferência contou ontem em sua abertura com a intervenção do presidente de Uruguai, Tabaré Vázquez, e do secretário geral da OIT, Guy Ryder, entre outras personalidades.

Ao dizer de Ryder, as atividades humanas relacionadas com o trabalho são responsáveis em grande parte da mudança climática, mas também podem desempenhar um papel essencial na busca de soluções a esta questão urgente.

O mundo, opinou, não tem que eleger entre a criação de empregos e a preservação ecológica; a sustentabilidade ambiental é também imprescindível da perspectiva do mercado trabalhista.

Para o secretário geral da OIT, o caminho para uma economia mais sustentável implicará o desaparecimento de muitos tipos de ocupações, em particular as altamente contaminantes e consumidoras de energia, enquanto outras deverão ser adaptadas.

Mas ao mesmo tempo, abrem-se possibilidades para criar novos postos de trabalho, pois as ‘economias mais verdes podem ser motores do crescimento’, disse.

Por sua vez, o presidente uruguaio, Tabaré Vázquez, considera que a negociação coletiva, tanto no setor público como no privado, entre os governos, as organizações sindicais e os empregadores, constitui ‘um instrumento fundamental para construir um mundo do trabalho que sirva a todos’.

O governante sul-americano defendeu ‘uma migração trabalhista segura, ordenada e harmonizada com as normas internacionais do trabalho, ao igual que com as políticas nacionais’ e fez questão da importância do multilateralismo.

‘No mundo atual, considerou, quem pretenda resolver desafios com respostas do passado condena-se ao fracasso, que detenha-se retrocede, e quem aspire a salvar-se em solidão está irremediavelmente perdido’.

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Fonte: Prensa Latina
Data original da publicação: 06/06/2017

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