Marcas de roupas devem cooperar com Bangladesh para evitar outro desastre, diz especialista da ONU

Especialistas das Nações Unidas pediram na última quarta-feira (8) que marcas de roupas cooperem com Bangladesh, organizações internacionais e sociedade civil para melhorar as condições de trabalho no setor de vestuário do país, após o desmoronamento de uma fábrica que deixou centenas de mortos e feridos no mês passado.

“Se eles estão relacionados a impactos negativos nos direitos humanos por meio de seus fornecedores, eles têm a responsabilidade de exercer sua influência como compradores para tentar efetuar a mudança”, disse Pavel Sulyandziga, que coordena o Grupo de Trabalho da ONU sobre Negócios e Direitos Humanos.

No mês passado, o edifício da fábrica Rana Plaza desabou na periferia de Daca, capital de Bangladesh, matando mais de 1.000 pessoas – na grande maioria, funcionárias. A indústria de vestuário emprega ao menos 3 milhões de pessoas no país.

O Grupo de Trabalho ressaltou que o Governo de Bangladesh tem o dever de proteger os direitos humanos de violações cometidas por agentes comerciais, e que deve tomar medidas para assegurar uma investigação minuciosa de como as fábricas afetadas foram autorizadas a operar, cobrar responsabilidade, garantir compensações para as vítimas e tomar medidas firmes para melhorar a proteção dos direitos dos trabalhadores.

Sulyandziga pediu que as marcas discutam como o comportamento do comprador e estratégias de preços podem impedir o investimento em fábricas mais seguras e salários decentes para os trabalhadores, e apelou ao setor internacional de vestuário que implemente os Princípios Orientadores para Empresas e Direitos Humanos, aprovados pelo Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas em 2011.

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Fonte: ONU Brasil, com alterações
Data original da publicação: 09/05/2013

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