Mais de três milhões de recém-formados chineses encontram dificuldade na procura de emprego

A procura de emprego é uma fase fundamental na vida de uma pessoa. Este verão é o período mais difícil para cerca de sete milhões de profissionais recém-formados da China. Devido à fraca recuperação econômica, a taxa de emprego dos licenciados chineses neste ano bateu o nível mais baixo na história. Segundo um funcionário do ministério responsável pelos recursos humanos da China, mais de três milhões de recém-formados do país não vão conseguir emprego neste ano.

Xiao Yun é licenciada em jornalismo por uma universidade de Nanjing. Para ela, encontrar um emprego satisfatório é a prioridade. Mas somente um terço dos estudantes de sua turma conseguiu emprego. O restante, assim como ela, ainda está à procura.

“Está muito difícil encontrar emprego este ano. Eu enviei mais de dez curriculum vitae, mas ainda não recebi nenhuma resposta. Eu queria encontrar um bom emprego, com salário relativamente alto. Mas agora isso é quase um sonho impossível.”

Segundo a imprensa chinesa, o número de recém-formados neste ano chega a quase sete milhões, um novo recorde, com 190 mil a mais em relação ao ano passado. Por esta razão, 2013 está sendo considerado o ano “mais difícil” para encontrar emprego.

Segundo dados divulgados pelo Ministério de Recursos Humanos e Previdência Social da China, mais de três milhões de recém-formados universitários não vão conseguir trabalho este ano.

O diretor do departamento responsável pela orientação de emprego do Ministério da Educação da China, Fang Wei, analisou os principais motivos dessa dificuldade.

“O nosso país sofreu uma desaceleração no crescimento econômico, influenciado também pela crise financeira internacional. Por esta razão, a oportunidade de emprego diminuiu. Ao mesmo tempo, o número de recém-formados este ano bateu novo recorde histórico. Com poucas vagas de trabalho e muitos recém-formados, 2013 se torna o ano mais difícil para encontrar emprego.”

Até maio, a taxa de novos profissionais empregados em Shanghai era de apenas 20%, e em Beijing, menos de 40%. Segundo Fang Wei, a demanda por empregados nos setores eletrônico e financeiro sofreu uma queda, enquanto o setor de medicina e de biologia precisa de mais profissionais.

O ministro de Recursos Humanos e Previdência Social, Yin Weimin, disse que o governo chinês acompanha com muita atenção a questão e tomou uma série de medidas para ajudar os recém-formados a procurar emprego.

“Nós estamos tomando uma série de medidas, como políticas preferenciais, treinamentos, subsídios e empréstimos de estudo, para ajudar os recém-formados a procurar um trabalho. Nós incentivamos os licenciados a irem às regiões menos desenvolvidas ou procurarem empregos nas pequenas empresas.”

Mas, para os especialistas, há outros motivos que causam a atual dificuldade na procura de emprego, como a estrutura educativa e econômica. Para que essas questões sejam resolvidas, são necessários esforços de toda a sociedade em um longo prazo.

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Fonte: Rádio Internacional da China
Tradução: Li Jinchuan
Data original da publicação: 06/08/2013

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