Mais de 200 milhões de pessoas estão desempregadas em todo o mundo, diz novo relatório da ONU

De acordo com um novo relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT), “Tendências Mundial de Emprego 2015”, o número total de pessoas desempregadas subirá das atuais 201 milhões para 212 milhões até 2019. O baixo crescimento, o aumento da desigualdade e a turbulência econômica, são os principais responsáveis pela perda de postos de trabalho em todo o mundo, afirma o documento lançado na segunda-feira (19/01), em Genebra.

“Mais de 61 milhões de pessoas perderam seus empregos desde o começo da crise global em 2008”, disse o diretor-geral da OIT, Guy Ryder. “Isso significa que a crise do emprego está longe de terminar e não há lugar para complacência.”

Trabalhadores jovens, entre 15 e 24 anos, são os mais afetados pela crise, com índice de desemprego de jovens no mundo inteiro em cerca de 13% em 2014 e com um aumento previsto nos próximos anos.

O relatório traz dados positivos para os trabalhadores mais antigos, que, comparados com as outras faixas etárias, conseguiram manter seus empregos desde o começo da crise financeira em 2008. O número de trabalhadores em empregos vulneráveis e trabalhadores pobres também caiu, mas Ryder destaca que é inadmissível que metade dos trabalhadores do mundo careçam de serviços básicos e trabalho decente.

A desigualdade também continuará a crescer, segundo o relatório, com os 10% mais ricos do mundo ganhando entre 30 e 40% da renda total, e os 10% mais pobres recebendo apenas entre 2 e 7%.

“Se os salários baixos levam as pessoas a consumirem menos, e os investimentos permanecem restringidos, é óbvio que há um impacto negativo no crescimento. A desigualdade de renda em algumas economias avançadas agora se aproxima aos níveis observados em economias emergentes. Em contraste, as economias emergentes conseguiram realizar progressos na redução dos altos níveis de desigualdade”, disse o chefe da OIT.

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Fonte: ONU
Data original da publicação: 20/01/2015

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