Informalidade no mercado de trabalho bate recorde no trimestre

Fotografia: Pixabay

A taxa de desemprego no Brasil apresentou estabilidade no trimestre encerrado em setembro, mas o volume de trabalhadores que estão no mercado informal, por conta própria ou trabalhando menos tempo do que gostariam exerceram um impacto direto nos dados.

Segundo a Pnad Contínua divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a categoria dos trabalhadores por conta própria chegou a 24,4 milhões de pessoas, novo recorde na série iniciada em 2012, crescendo 1,2% (mais 293 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e 4,3% (mais 1 milhão de pessoas) em relação ao mesmo período de 2018.

Os trabalhadores que estão empregados sem carteira registrada no setor privado chegaram a um total de 11,8 milhões, recorde na série histórica e superando o visto nas duas bases de comparação: 2,9% (ou mais 338 mil pessoas) em relação ao trimestre anterior e 3,4% (mais 384 mil pessoas) frente ao mesmo trimestre de 2018.

Já a população subutilizada (27,5 milhões de pessoas) recuou (-3,4%, ou menos 952 mil pessoas), frente ao trimestre móvel anterior (28,4 milhões de pessoas) e ficou estatisticamente estável frente ao mesmo trimestre de 2018 (27,2 milhões de pessoas).

Os dados do IBGE mostram que a taxa de desocupação variou -0,3%, para um percentual de 11,8% – ou 12,5 milhões de pessoas. Nos três meses encerrados em junho, o mesmo número de pessoas estava sem emprego, e a taxa foi de 11,8%. Em 2018, o total apurado no trimestre fechado em setembro foi de 11,9% e o grupo de desempregados era de 12,7 milhões de pessoas.

De acordo com informações do jornal O Globo, a analista do IBGE Adriana Beringuy disse que, apesar da desocupação estar caindo, o total de desocupados ainda é o dobro do patamar mínimo registrado, em 2013, e não se sabe ao certo quantos trimestres serão necessários para esse patamar ser retomado.

Fonte: GGN
Data original da publicação: 31/10/2019

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