Grécia despede 4 mil funcionários públicos este ano e mais de 10 mil em 2014

A troika (Comissão Europeia, Banco Central Europeu e Fundo Monetário Internacional) e as autoridades gregas anunciaram nesta segunda-feira que chegaram a acordo para concluir a atual revisão ao programa de ajustamento do país.

Um dos temas quentes, e que tem registrado maior oposição entre a troika e Atenas, estava na redução de funcionários públicos. Apesar de não constar nenhuma informação sobre o assunto no comunicado emitido pela troika esta manhã, o acordo contempla a redução de postos de trabalho no Estado.

De acordo com o ministro das Finanças grego, Yannis Stournaras, o governo grego aceitou cortar “vários milhares” de postos de trabalho no setor público, até 2014, sendo que serão contratados funcionários públicos, em igual número, mas mais jovens e com maior qualificação.

Apesar de não ter detalhado o número de demissões, a imprensa grega cita valores concretos, que constarão no acordo. Segundo o “Kathimerini”, este ano serão despedidos 4 mil funcionários, sendo que em 2014 serão entre 10 a 11 mil os que vão ser despedidos.

A troika e as autoridades gregas aceitaram que os postos de trabalho a serem eliminados serão as entidades públicas que vão ser fechadas ou alvo de fusão com outras organizações. Serão também despedidos os funcionários que tenham violado o código de conduta.

O governo grego irá também aliciar os funcionários públicos que estão perto da idade da aposentadoria a abandonarem o emprego no Estado e colocar 25 mil funcionários na mobilidade.

Citado pelo Bloomberg, o ministro das Finanças salientou que deve ser dada a oportunidade aos jovens de entrarem na administração pública grega. Segundo o responsável, a Grécia chegará a 2015 com menos 200 mil funcionários públicos do que tinha em 2009, antes da crise começar.

Poul Thomsen, chefe da missão do FMI em Atenas, afirmou que o tema das demissões na função pública era ainda “tabu” e que a Grécia não podia ficar à espera de saídas voluntárias para reduzir o número de empregos no Estado.

Após o acordo alcançado, fica aberto o caminho para o Eurogrupo e a FMI aprovarem em maio o desembolso da próxima tranche de 2,8 mil milhões de euros.

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Fonte: Jornal de Negócios
Texto: Nuno Carregueiro
Data original da publicação: 15/04/2013

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