Futuro do trabalho no Brasil: cuidar das instituições

Wilson Aparecido Costa de Amorim

Fonte: Revista de Administração de Empresas, São Paulo, v. 60, n. 5, 2020, p. 371-377.

Sumário: 1. Introdução | 2. Mercado de trabalho no Brasil: institucionalidade incompleta | 3. Mudança no ambiente institucional do trabalho no Brasil | 4. A pandemia: choque e aprendizado | 5. O futuro do trabalho no Brasil: a necessidade de uma agenda

1. Introdução

Qualquer reflexão sobre o futuro deve ser também sobre a passagem do tempo. Nesse sentido, é preciso delimitar minimamente as condições mais importantes do presente para especular e projetar cenários prováveis. Todavia, a apreensão daquilo que é mais relevante no presente é tarefa difícil. O mundo da gestão pública e privada debate-se com isso, tentando antecipar os fatos e amoldar o futuro por meio do planejamento.

Mesmo com toda tecnologia disponível para processamento de dados, a busca por previsibilidade ou, de outra forma, de redução da incerteza continua sendo uma tarefa como a de Sísifo empurrando sua pedra montanha acima. Quando imaginamos que a busca está completa pela chegada do futuro, notamos que permanecemos no presente e cheios de dúvidas. Nesse instante, nossa pedra novamente rola ladeira abaixo.

De todo modo, assim como Sísifo não deixa de empurrar sua pedra para o topo da montanha, não paramos de pensar o futuro.

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Wilson Aparecido Costa de Amorim é Economista pela FEA USP, mestre em Economia pela PUC SP, doutor e livre docente em Administração pela FEA USP. Professor do Departamento de Administração da FEA USP na área de Gestão de Pessoas (Graduação e Programa de Pós Graduação em Administração). Coordena pesquisas sobre Gestão de Pessoas, Mercado de Trabalho e Relações do Trabalho.

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