Firme tendência estrutural da deterioração dos principais indicadores do mercado de trabalho metropolitano

Eduardo Miguel Schneider

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Em março, assim como no mês anterior, a ocupação apresentou declínio em todas as regiões metropolitanas pesquisadas*: -2,1% em Salvador, -1,4% em São Paulo, -0,7% em Fortaleza, -0,2% no Distrito Federal e -0,1% em Porto Alegre. Afastando os efeitos sazonais, a comparação dos últimos resultados em relação aos registrados em igual período do ano anterior corrobora tendência de redução da ocupação: constatou-se retração do nível ocupacional em todas as regiões investigadas; destaque para as regiões metropolitanas de Porto Alegre (-8,4%) e de Fortaleza (-6,3%).

Em decorrência da redução da ocupação, a taxa de desemprego total aumentou em todas as regiões metropolitanas pesquisada em março, com destaque para a Região Metropolitana de Salvador, onde a taxa atingiu 21,3% da PEA.

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Também a tendência da taxa de desemprego total nos últimos 12 meses foi de forte crescimento em todas as cinco regiões pesquisadas. Os maiores aumentos ocorreram nas regiões metropolitanas de Porto Alegre e Fortaleza; ou seja, justamente naquelas onde se constata as menores taxas de desemprego.

Em fevereiro, o Rendimento médio real dos ocupados declinou em quase todas as regiões metropolitanas. Somente na Região Metropolitana de Fortaleza os rendimentos permaneceram estáveis. Também a tendência do rendimento médio real nos últimos 12 meses foi de redução em todas as regiões investigadas, com destaque para a retração real de 10,8% ocorrida na Região Metropolitana de Salvador.

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Nos últimos 12 meses findos em fevereiro, a massa de rendimentos reais dos ocupados declinou em todas as regiões metropolitanas aqui consideradas. Nessas regiões, a diminuição da massa de rendimentos foi determinada pelo impacto conjunto do declínio nos rendimentos médios reais e na ocupação. Cabe destacar que a maioria das regiões observaram retrações em suas massas de rendimento reais que atingiram dois dígitos.

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Mais informações em http://www.dieese.org.br/analiseped/ped.html.

Nota

[*] Regiões metropolitanas pesquisadas: Fortaleza, Porto Alegre, Salvador, São Paulo e no Distrito Federal.

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Eduardo Miguel Schneider é economista, técnico licenciado do Dieese; doutorando em Economia do desenvolvimento no PPGE/UFRGS/Bolsista CNPq

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