Estabilidade trabalhista na Argentina, a pior em 10 anos

O mercado trabalhista argentino continua hoje dando sinais preocupantes, com a perda de empregos, aumento de suspensões e deterioração do salário real, segundo a advertência de vários centros de estudos.

Essa é uma combinação difícil de enfrentar para os trabalhadores que sofrem o pior momento em mais de 10 anos, segundo o Observatório do Direito Social (ODS).

A queda do emprego registrado é a mais pronunciada em sete anos, as suspensões trabalhistas aumentaram como nunca na última década e o salário real baixou 10 por cento, informa o ODS, dependente da Central de Trabalhadores de Argentina, Autônoma.

O setor mais afetado pela perda de postos de trabalho é o da construção, em que de novembro a março se fecharam 47.374 empregos, de acordo com dados do Instituto de Estatísticas da Indústria da Construção.

Seu estudo acrescenta que no primeiro trimestre de 2016 se registrou a menor quantidade de operários ocupados da última década, com uma queda interanual de 7,3 por cento.

Contemplando todos os ramos trabalhistas, a consultora Tendências Econômicas e Financeiras totalizou 154.570 demissões de janeiro a maio.

A Pesquisa de Indicadores Trabalhistas do Ministério do Trabalho reconheceu que a perda de postos se agrava com o crescimento das suspensões, cujo número é o maior nos últimos 10 anos.

Quanto ao salário real, o ODS afirmou que a queda em termos interanuais é de 10,4 por cento na Administração Pública Nacional, enquanto em atividades como a indústria metalúrgica, o comércio e imprensa se encontra em torno de 8,5 e na construção de 7 por cento.

Com respeito ao Salário Mínimo Vital e Móvel, que fixa o andar salarial dos trabalhadores em alvo, a deterioração em termo real é, ao mês de maio, de 9,7 por cento em comparação com o mesmo mês do ano anterior, compara o Observatório da CTA Autônoma.

Em um protesto sem precedente nos últimos anos, organizações sindicais de jornalistas concordaram em efetuar na quarta-feira uma mobilização a partir do Obelisco, o central monumento à Cidade de Buenos Aires, até o Ministério do Trabalho.

Os trabalhadores da imprensa devem realizar a mobilização Contra as demissões, os fechamentos, a precarização e o ajuste econômico do Governo de Mauricio Macri precisamente na data em que celebram o Dia do Jornalista em Argentina.

Fonte: Prensa Latina

Data original da publicação: 06/06/2016.

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