Donas de casa, donas da própria vida?: problematizações acerca do trabalho (in)visível e da saúde mental de mulheres (des)valorizadas

Autora: Luciana da Silva Santos
Orientadora: Gláucia Ribeiro Starling Diniz
Ano: 2014
Tipo: Tese de Doutorado
Instituição: Universidade de Brasília. Instituto de Psicologia. Departamento de Psicologia Clínica. Programa de Pós-Graduação Psicologia Clínica e Cultura
Repositório: Repositório Institucional da UnB
Resumo: A experiência de mulheres donas de casa merece atenção. Cabe à psicologia buscar compreender as múltiplas implicações dessa experiência para a identidade e saúde mental delas, para a dinâmica conjugal, para a vida familiar e para a sociedade em geral. É preciso que nos discursos acadêmicos-feministas haja espaço para problematizar a respeito de dimensões da vida de mulheres que não romperam com o tradicional modelo doméstico de feminilidade. O presente trabalho, dividido em três artigos, busca: 1) Discutir a relação mulher, gênero e trabalho, contextualizando a invisibilidade das donas de casa, do espaço e afazeres domésticos, e implicações na saúde mental; 2) Apresentar pesquisa realizada com donas de casa para compreender o impacto de suas experiências no espaço doméstico em sua saúde mental, sob as perspectivas feministas, fenomenológicas e existenciais; e 3) Expor pesquisa realizada com homens e mulheres sobre a percepção que as pessoas possuem a respeito das donas de casa e de seu trabalho. Com a concretização dessa tese pretende-se provocar acadêmicos/as que estudam gênero e/ou saúde mental, assim como a sociedade, para que a domesticidade feminina possa ser problematizada, no intuito de dirimir a invisibilidade e a desvalorização das mulheres, principalmente das donas de casa.
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