Crise de emprego levará ao agravamento da instabilidade social

Fotografia: Márcio Fernandes/Estadão

Para o economista Paulo Nogueira Batista Jr., a taxa de desemprego medida pelo IBGE, que ficou em 12,6% no trimestre encerrado em abril, mostra um cenário degradante, mas a realidade pode ser ainda pior. Ele lembra que o índice oficial esconde o chamado desalento, quando as pessoas desistem de procurar uma nova vaga de trabalho em função da dificuldade.

Computada a queda na população economicamente ativa (PEA) por conta do desalento, a taxa de desemprego chega a cerca de 16%, segundo o economista. Mais importante, a chamada taxa de subutilização, que inclui pessoas que gostariam de trabalhar mais, chegou a 25,6%.

Outra informação que compõe o cenário alarmante foi o fechamento de 860 mil vagas, registrado pelo novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado no final do mês pelo Ministério da Economia. Como resultado, foi o pior índice da série histórica, iniciada em 1992.

No entanto, esse dado também não dá conta da realidade, pois considera apenas os trabalhadores formais. Segundo o IBGE, dos 5 milhões de postos de trabalho perdidos entre fevereiro e abril, 3,7 milhões são informais.

Consequências

“Resumindo, estamos diante de um quadro extremamente grave. Já se pode dizer que nós temos uma destruição sem precedentes em termos de emprego e de renda neste país. O que vai gerar um grave aumento da instabilidade econômica, social e até a política. É importante lembrar sempre que por trás de cada estatística existe uma pessoa. Existe uma família que perdeu a sua renda”, afirmou Nogueira Batista, em comentário para o Seu Jornal, da TVT, nesta segunda-feira (1º).

Assista ao comentário:

Fonte: RBA
Data original da publicação: 02/06/2020

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