Criação de empregos deve ser foco de Portugal no combate à crise, aponta estudo da OIT

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) afirmou na segunda-feira (4) que Portugal está enfrentando a pior crise econômica e social em sua história recente e pediu uma nova abordagem para a crise centrada na criação de empregos.

“Grande parte da ação política até agora tem se concentrado em reduzir os déficits fiscais e aumentar a competitividade”, disse o diretor do Departamento de Pesquisa da OIT, Raymond Torres, acrescentando que “os cortes nos salários e programas de bem-estar combinados com o aumento dos impostos corroeram a renda familiar e a demanda doméstica.”

“As pequenas e médias empresas lutam para encontrar crédito, o que significa a perda de oportunidades para a criação de empregos”, acrescentou Torres.

De acordo com o relatório “Combatendo a Crise do Emprego em Portugal”, lançado na segunda-feira (4) pela agência da ONU, desde o início da crise global, em 2008, um em cada sete empregos foram perdidos no país – dois terços ao longo dos últimos dois anos.

O relatório descreve a situação socioeconômica do país como “crítica”, marcada por níveis sem precedentes de desemprego, redução drástica do investimento produtivo e uma recuperação econômica que provavelmente é fraca demais para fazer uma diferença significativa nos números de desemprego.

Entre suas recomendações, o relatório destaca a melhoria das condições de crédito para as pequenas empresas viáveis, a promoção de estágios, experiência profissional e estabelecimento de novas parcerias entre instituições de ensino, empresas, representantes dos trabalhadores e os próprios jovens.

De acordo com os autores do relatório, “o estabelecimento de uma ‘união bancária’ da zona euro provocaria um movimento para investimentos sustentáveis e a recuperação de empregos”.

Torres afirmou que “a OIT pode fornecer conhecimento técnico para ajudar o governo português e os seus parceiros sociais na criação de programas adequados às suas necessidades específicas”.

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Fonte: ONU Brasil
Data original da publicação: 07/11/2013

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