Com aumento da renda, diminui a procura e qualidade do emprego melhora

A menor taxa de desemprego registrada para um mês de setembro, segundo divulgou quinta-feira (24) o IBGE, decorre não necessariamente do aumento do número de ocupados, mas principalmente em função da diminuição da procura. O diretor-técnico do Dieese, Clemente Ganz Lúcio, afirmou em seu comentário de sexta-feira (25) na Rádio Brasil Atual que tanto os pesquisados mais jovens quanto os mais velhos são responsáveis por essa diminuição da procura.

De acordo como o economista, esse fenômeno pode ser explicado pela incremento do poder aquisitivo das famílias, o que permite que os mais jovens possam passar mais tempo estudando e retardar o ingresso no mercado de trabalho. O aumento da renda, segundo Clemente, leva ainda as pessoas acima de 60 anos a descartar a necessidade de procurar trabalho.

A Pesquisa Mensal de Emprego (PME), do IBGE, apurou um índice de desocupação de 5,4%, um baixo patamar não verificado desde o início da série, em 2002. A taxa média de 5,6% entre janeiro e setembro é igualmente a menor – está em menos da metade do que há dez anos (12,5%).

No emprego com carteira assinada no setor privado, o número chegou a 11,820 milhões, com crescimento de 1% sobre agosto e de 3,5% em relação a setembro de 2012 – acréscimo de 399 mil postos de trabalho formais em 12 meses. Os trabalhadores com registro correspondem a 51% do total de ocupados nas seis regiões metropolitanas pesquisadas – São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Recife e Porto Alegre.

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Fonte: Rede Brasil Atual
Data original da publicação: 25/10/2013

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