Centrais se unem em dia nacional de paralisação

O dia 29 de maio, sexta-feira, será uma data de mobilização dos trabalhadores. Unidos contra as mudanças trabalhistas em apreciação no Congresso Nacional, especialmente o Projeto de Lei que amplia o conceito e o alcance da terceirização, as centrais sindicais e os movimentos sociais organizam atos em diversos pontos do Brasil.

Representantes das centrais sindicais (Nova Central, UGT, CTB, CUT, CSB, CSP – Conlutas e Intersindical) esperam chamar a atenção da sociedade para as mudanças em curso que representam retrocesso aos direitos trabalhistas.

De acordo com o diretor Nacional de Comunicação da Nova Central, Nailton Francisco de Souza (Nailton Porreta), os trabalhadores já entenderam que as medidas aprovadas pelos deputados, em termos de regulamentar a terceirização, trarão grandes prejuízos se não forem barradas no Senado Federal. “Temos estudos que comprovam que o trabalhador terceirizado no Brasil recebe remuneração que equivale, em média, à metade da percebida pelo empregado não terceirizado. Além disso, a rotatividade do terceirizado é duas vezes maior que a do empregado não terceirizado. Os efeitos disso, infelizmente, podem se agravar caso a sociedade aceite passivamente esse retrocesso na relação trabalhista”, argumenta Nailton Francisco de Souza.

Já o presidente da CUT, Vagner Freitas, anunciou que a paralisação é o primeiro movimento em direção a uma greve geral organizada pelas entidades de trabalhadores caso não consigam reverter o cenário de perdas de direitos. “Nós temos um calendário de luta para apresentar ao povo brasileiro. No dia 29 de maio, nossa mobilização vai preparar o País para uma greve geral contra a retirada de direitos e a agenda conservadora. Não é contra ou a favor de governo ou partido político”, garante Freitas.

Para o secretário-geral da CTB, Wagner Gomes, o movimento, reforçado pelos sindicatos, precisa reafirmar a importância da unidade de ação na defesa dos direitos trabalhistas. Ele destaca que é preciso, além das manifestações de rua, acompanhar de perto a tramitação do projeto que será debatido em cinco comissões no Senado. “As centrais sindicais vão participar dos debates e precisam estar preparadas, com argumentos bem fundamentados, para disputar o voto dos parlamentares, mostrando que a terceirização é um desastre para os trabalhadores”, explica ele.

Em apoio aos protestos, em algumas capitais, as manifestações contarão com passeatas de trabalhadores rurais e filiados ao Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e também do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST).

A agenda de lutas proposta pelo movimento sindical e organizações sociais prevê, além de barrar o projeto de terceirização, a luta contra o ajuste fiscal e as medidas que alteram o seguro-desemprego e a aposentadoria.

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Fonte: Compilação de informações dos portais da CUT e CTB, Agência Brasil e Brasil de Fato

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