Centrais cobram reunião urgente com Dilma e confirmam manifestação para abril

Centrais cobram reunião urgente com  Dilma e confirmam manifestação para abril

Em reunião realizada na tarde de segunda-feira (27) na sede da UGT, em São Paulo, representantes das centrais sindicais confirmaram a realização de um ato unificado em 9 de abril e reafirmam a necessidade de “urgência” para uma reunião com a presidenta Dilma Rousseff. Essa reunião estaria “pré-agendada” para a quinta (30), mas o presidente da entidade, Ricardo Patah, informou que “o encontro sairá o mais breve possível”.

Entre as principais reivindicações das centrais, estão o fim do fator previdenciário, a redução da jornada de trabalho para 40 horas semanais, o combate à terceirização e à rotatividade no mercado de trabalho e a manutenção da política de valorização do salário mínimo.

“Há um consenso bastante grande entre as centrais, tanto para os assuntos a serem tratados com o governo como para os temas trabalhistas a serem discutidos com a sociedade. Isso é importante porque temos em pauta a concepção de um projeto de desenvolvimento para todo o país”, afirmou o secretário de Administração e Finanças da CUT, Quintino Severo.

“É fundamental que a presidenta nos receba, saiba das questões que estão nos preocupando, como por exemplo os juros que estão muito acima do planejado e o emprego de qualidade que ainda está longe de ser formalizado”, disse Patah.

O encontro reuniu ainda representantes da CGTB, CTB, Força Sindical e Nova Central. Os sindicalistas voltam a se reunir na terça da semana que vem (4), às 14h, desta vez na sede da Força.

As centrais mantiveram posição unânime contra a formulação de uma medida provisória para contratação de serviços de curta duração, tema que vem sendo discutido com o governo e que deverá voltar à pauta em um encontro no próximo dia 6, no Ministério do Trabalho e Emprego, incluindo representantes dos empresários. “Estranhamos muito essa questão ter sido colocada para debate, isso nos deixa desconfortáveis, porque não aceitaremos nada que possa flexibilizar e tirar direitos dos trabalhadores”, afirmou Patah.

Fonte: Rede Brasil Atual
Texto: Viviane Claudino
Data original da publicação: 27/01/2014

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