Banco Mundial propõe maior produtividade e melhores empregos no Brasil para manter avanços sociais

Para manter o desenvolvimento social e econômico, bem como preservar as conquistas da última década no combate à pobreza e desigualdade, dois objetivos precisam estar no centro das políticas para o mercado de trabalho: aumentar a produtividade e conectar os pobres a mais e melhores empregos, afirma o relatório “Sustentando Melhorias no Emprego e nos Salários no Brasil”, do Banco Mundial, lançado na quinta-feira (15/10), em Brasília, e nesta sexta (16/10), em São Paulo.

Com a desaceleração da China e a queda nos preços das commodities, o ambiente externo para o Brasil mudou bastante com relação ao que havia na década passada. O crescimento mais lento possivelmente pressionará o emprego e os salários para baixo. Para o país ter sucesso mesmo nessas circunstâncias adversas, as políticas do mercado de trabalho precisam se concentrar em investir nas habilidades exigidas pelos empregadores e na promoção do equilíbrio entre oferta e demanda de emprego.

O relatório elogia o Brasil pela impressionante expansão do acesso a programas de formação financiados pelo governo, especialmente para os pobres e os menos qualificados. Também nessa área, medidas adicionais poderiam trazer resultados importantes. Entre as sugeridas pelo relatório, estão: reforçar a colaboração com o setor privado na formação de currículos relevantes, apoiar mais oportunidades de aprendizagem no local de trabalho e melhorar os sistemas de acompanhamento e de informação para orientar as instituições de aprendizagem, os alunos e os potenciais empregadores.

Embora destacando os sucessos do Brasil e enfatizando a natureza incremental das reformas propostas, o relatório adverte que as políticas do mercado de trabalho e investimento em competências, por si só, não serão suficientes para resolver o recente aumento do desemprego. As melhorias no clima de negócios e a restauração da confiança do investidor e do consumidor são igualmente fundamentais para assegurar o retorno do crescimento e da criação de emprego.

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Fonte: ONU Brasil
Data original da publicação: 20/10/2015

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