Bancários de vários estados decidem pelo fim da greve

Em greve desde 30 de setembro, bancários de todo o país realizaramm assembleias na segunda-feira (06/10) para decidir sobre o fim da paralisação. Segundo a Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), a maior parte dos sindicatos já decidiu aceitar proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) e voltar ao trabalho na terça-feira (07/10).

Trabalhadores de bancos privados decidiram finalizar a greve. Porém, em alguns estados, os bancários de bancos públicos optaram por continuar a paralisação. Segundo a Contraf, as propostas do Banco do Brasil foram rejeitadas em Porto Alegre, Curitiba, Paraíba e Roraima. Já as propostas da Caixa Econômica Federal foram rejeitadas em Florianópolis, Bahia, Piauí, Amapá e Roraima. A greve também continua no Banco do Nordeste e no Banco da Amazônia. Tocantins também segue em greve. Trabalhadores dos bancos que tiveram as propostas rejeitadas realizam novas assembleias na terça, segundo o sindicato.

Mesmo assim, Carlos Cordeiro, presidente da Contraf, afirma que a entidade considera que a maioria da categoria decidiu pelo fim da greve. “Nós vamos informar amanhã [terça] à Fenaban que a maioria aprovou a proposta”, disse ao G1.

Até as 9h30 da terça-feira (07/10), haviam decidido pelo fim da greve:

Alagoas

Os bancários de Alagoas, com exceção dos vinculados ao Banco do Nordeste do Brasil (BNB), decidiram retornar às atividades na terça a partir das 10h.

Amapá

Os bancários do Amapá decidiram na noite de segunda-feira (06/10) pelo fim da greve iniciada em 30 de setembro, que comprometeu o atendimento em mais de 50% das agências no estado. Segundo o sindicato da categoria, os atendimentos retornaram nos bancos privados e em parte dos públicos. Servidores do Caixa Econômica Federal e do Banco da Amazônia (Basa) ainda voltarão à mesa de negociação para discutir questões que envolvem isonomia e horas extras.

Amazonas

Os bancários do Amazonas decidiram pelo fim da greve, com exceção do Banco da Amazônia (Basa), que não aceitou a proposta e continua a paralisação. A partir da terça-feira 0(7/10), os bancos privados, além da Caixa Econômica e Banco do Brasil, voltam ao seu funcionamento normal, às 9h.

Bahia

Em assembleia, os bancários decidiram que a greve da categoria permanece em apenas dois bancos na Bahia: Caixa Econômica Federal (CEF) e Banco do Nordeste do Brasil (BNB).

Ceará

Os bancários do Ceará decidiram encerrar a greve nos bancos privados e em parte dos bancos públicos do estado. Porém, os funcionários do Banco do Nordeste do Brasil (BNB), com sede em Fortaleza, decidiram em assembleia distinta continuar a paralisação.

Distrito Federal

Em Brasília, os trabalhadores da Caixa Econômica Federal, do Banco do Brasil, além do Banco de Brasília e dos bancos privados, aprovaram as propostas da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban) durante assembleias realizadas na noite desta segunda-feira (06/10).

Espírito Santo

Os bancários do Espírito Santo que atuam em bancos públicos e privados votaram pelo fim da paralisação dos serviços.

Goiás

Funcionários do Banco do Brasil e bancos privados de Goiás decidiram encerrar a greve nas instituições após assembleias realizadas nesta segunda-feira (6/10), em Goiânia. Em contrapartida, bancários da Caixa Econômica Federal também se reuniram e optaram por manter a paralisação

Mato Grosso

Os bancários de Mato Grosso decidiram suspender a greve da categoria em bancos privados e no Banco do Brasil, mas optaram em continuar com as atividades paralisadas nas agências da Caixa Econômica Federal.

Minas Gerais

Os bancários de Uberlândia decidiram, em assembleia, encerrar a paralisação e retomar ao trabalho nesta terça. Também houve decisão pelo fim da greve em cidades da Zona da Mata.

Paraná

No Paraná, os bancários de Curitiba e Região Metropolitana decidiram pôr fim à greve da categoria. Mas Na mesma assembleia, os funcionários do Banco do Brasil rejeitaram a proposta. No interior do estado, as assembleias realizadas nesta segunda-feira pelos sindicatos dos bancários de Arapoti e de Cornélio Procópio também aprovaram as propostas apresentadas pelos bancos.

Pernambuco

Os trabalhadores de Pernambuco decidiram pelo fim da greve após assembleia realizada na noite da segunda-feira (06/10), na sede do sindicato da categoria, no bairro da Boa Vista, Centro do Recife. O único que permanecerá de portas fechadas é o Banco do Nordeste do Brasil (BNB). Os funcionários do BNB não aceitaram a proposta da Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).

Rio Grande do Norte

Os bancários do Rio Grande do Norte encerraram a greve iniciada em 30 de setembro e voltaram ao trabalho na terça-feira (07/10). No RN, apenas os funcionários do Banco do Nordeste permanecem em greve. O sindicato convocou uma assembleia específica para estes bancários a partir das 8h da terça-feira (7/10).

Rio Grande do Sul

Os bancários decidiram encerrar a greve da categoria em bancos privados e em agências da Caixa Econômica Federal (CEF) na capital, Porto Alegre. Segundo a Federação dos Trabalhadores das Instituições Financeiras (Fetrafi-RS), uma assembleia definiu a aceitação da última proposta patronal e os serviços serão retomados.

Rio de Janeiro

Os bancários do estado voltam ao trabalho nesta terça, segundo sindicato. Eles fizeram três assembleias: uma de funcionários de bancos privados, outra dos servidores do Banco do Brasil; e outra da Caixa Econômica Federal, e todas aceitaram a proposta da Fenaban.

Santa Catarina

Segundo a Contraf, os trabalhadores de Criciúma (SC) também decidiram retomar o trabalho a partir de terça, após aprovarem a proposta da Fenaban para bancos públicos e privados.

São Paulo

Os bancários de São Paulo, Osasco e 15 municípios da região aceitaram na noite da segunda-feira (6/10) proposta do sindicato patronal e decidiram pelo fim da greve. No interior do estado, a greve também chegou ao fim nas regiões de Ribeirão Preto e Franca e no Alto Tietê. Trabalhadores também decidiram pelo fim da greve em Presidente Prudente e no Vale do Paraíba e região bragantina.

Sergipe

Depois de sete dias em greve, os bancários retornaram ao trabalho em na manhã desta terça-feira. Segundo o Sindicato dos Bancários, apenas os funcionários do BNB (Banco do Nordeste do Brasil) não aceitaram a proposta dos banqueiros e continuam em greve.

Greve continua em algumas cidades

Em Roraima, após assembleia realizada na segunda, os bancários decidiram que irão seguir a paralisação no estado. Os grevistas farão uma nova reunião nesta terça-feira (07/10) para nova deliberação.

No Norte de Minas, também não houve decisão na segunda pelo fim da greve. Os bancários da região irão se reunir nesta terça para decidirem se continuam o ato ou não.

Proposta dos bancos e mais assembleias

O que está sendo votado em assembleias dos 134 sindicatos de todo o país é a última proposta da Fenaban, que prevê:

– elevar o índice de reajuste de 7,35% para 8,5% (aumento real de 2,02%) nos salários e demais verbas salariais, de 8% para 9% (2,49% acima da inflação) nos pisos e 12,2% no vale-refeição;

– em relação aos dias parados, a compensação de uma hora por dia no período de 15 de outubro a 31 de outubro, para quem trabalha 6 horas, e uma hora no período entre 15 de outubro e 7 de novembro, para quem trabalha 8 horas.

Após receber a proposta da Fenaban na sexta-feira (03/10), a Contraf-CUT havia informado que o Comando Nacional dos Bancários recomendaria à categoria o fim da greve.

Paralisação

A greve dos bancários começou no dia 30 de setembro e fechou agências em todos os estados mais o DF. A greve foi iniciada apenas em agências bancárias, mantendo o funcionamento de caixas eletrônicos, serviços de teleatendimento e centros administrativos.

No entanto, segundo o sindicato, na quarta-feira (01/10), bancários de São Paulo e do Rio de Janeiro paralisaram alguns centros de teleatendimento, telebancos, centros administrativos, serviço de apoio ao cliente e central de atendimento em São Paulo e no Rio de Janeiro.

Reivindicações dos bancários

Os trabalhadores pediam em reivindicação inicial reajuste salarial de 12,5%, além de piso salarial de R$ 2.979,25, PLR de três salários mais parcela adicional de R$ 6.247 e 14º salário. A categoria também pedia aumento nos valores de benefícios como vale-refeição, auxílio-creche, gratificação de caixa, entre outros.

Os bancários também pediam melhores condições de trabalho com o fim de metas consideradas abusivas, combate ao assédio moral, igualdade de oportunidades, entre outras demandas.

Em 2013, os trabalhadores do setor promoveram uma greve de 23 dias, que foi encerrada após os bancos oferecerem reajuste de 8%, com ganho real de 1,82%. A duração da greve na época fez a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) pedir um acordo para o fim da paralisação, temendo perdas de até 30% nas vendas do varejo do início de outubro.

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Fonte: O Globo
Data original da publicação: 07/10/2014

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