Aumento do desemprego em fevereiro

Eduardo Miguel Schneider

[divide]

Em movimento típico para essa época do ano, houve retração de 119 mil trabalhadores ocupados em fevereiro. A esse resultado somou-se a entrada de 55 mil indivíduos do mercado de trabalho para determinar o aumento de 174 mil desempregados no último mês. Desse modo, o número de desempregados passou a totalizar 2,2 milhões de trabalhadores nessa condição no conjunto das seis áreas metropolitanas pesquisadas [*].

Com isso, conjunturalmente, a taxa de desemprego total do mercado de trabalho metropolitano brasileiro apresentou aumento ao passar de 9,5% da PEA (População Economicamente Ativa) em janeiro para 10,3% em fevereiro.

Porém, a tendência da taxa de desemprego nos últimos 12 meses foi de estabilidade. Em fevereiro do ano anterior, ela estava exatamente no mesmo nível atual (10,3% da PEA). Mas essa estabilidade geral reflete movimentos regionais distintos da taxa de desemprego total, que aumentou em Belo Horizonte e São Paulo e diminuiu em Salvador, Fortaleza, Porto Alegre e Recife.

 

O rendimento médio real dos ocupados apresentou, conjunturalmente, declínio de 1,2% em janeiro frente a dezembro – encerrando o período em R$1.668. Já nos últimos 12 meses a tendência foi positiva: entre janeiro de 2013 e de 2014 o Rendimento médio real dos ocupados aumentou 2,7%.

A massa de rendimentos dos ocupados indica o volume de recursos que os trabalhadores dispõem para consumo, pagamento de dívidas, etc. Nesse sentido, é um importante indicador de futuro da economia, visto que revela o seu potencial de consumo. Nos últimos 12 meses, findos em janeiro de 2014, verifica-se que a Massa de rendimentos reais dos ocupados ampliou-se em 3,4%, resultado de crescimentos, principalmente, do rendimento médio e, em menor proporção, do nível de ocupação.

Mais informações: http://www.dieese.org.br/analiseped/ped.html

Nota

Regiões metropolitanas onde é realizada a pesquisa: Belo Horizonte, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Salvador e São Paulo.

[divide]

Eduardo Miguel Schneider é mestre em Economia do Desenvolvimento pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS); especialista em Gestão Pública Participativa pela Universidade Estadual do Rio Grande do Sul (UERGS).

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *