24 de dezembro de 1962: morre Fannia Cohn, ativista nos EUA e uma das pioneiras no movimento de educação voltado especificamente aos trabalhadores

Há 56 anos morreu Fannia Cohn, ativista nos EUA e uma das pioneiras no movimento de educação voltado especificamente aos trabalhadores.

Fannia Cohn. Fotografia: The Kheel Center for Labor-Management Documentation and Archives

Igor Natusch

Nome pouco lembrado fora dos Estados Unidos, a sindicalista e educadora Fannia Cohn teve importante papel na consolidação da formação sindical, tal como a entendemos hoje. Nascida na cidade de Kletsk, hoje parte de Belarus, Fannia era de família judia e foi encorajada, desde cedo, a estudar os mais diversos temas. Ligada ao socialismo desde a adolescência, ela e sua família emigraram para os Estados Unidos em 1904, fugindo dos pogroms que ameaçavam os judeus no império russo de então.

Recém-chegada a Nova York, Fannia engajou-se no Partido Socialista dos EUA e, posteriormente, teve papel importante na consolidação do International Ladies’ Garment Workers’ Union (ILGWU), um dos principais sindicatos do país na primeira metade do século passado e constituído primariamente de mulheres. Trabalhadora na produção de vestuário, Fannia Cohn seria vice-presidente do sindicato a partir de 1916, permanecendo no posto por quase uma década.

Nesta época, a sindicalista assumiu o comitê de educação do ILGWU, promovendo um amplo movimento para inserir a formação no coração do movimento sindical norte-americano. Sua atuação chegou a gerar críticas, na medida em que trabalhadoras atingidas pelo método começaram a questionar fortemente as esferas de poder do próprio sindicato. Ainda assim, seu pioneirismo marcou época, contribuindo para a fundação do Bureau de Educação dos Trabalhadores da América e encorajando o surgimento de vários nomes importantes para a educação sindical em seu país.

Após publicar uma série de livros e artigos, e depois de décadas de serviços prestados ao movimento dos trabalhadores e trabalhadoras, Fannia Cohn retirou-se da atividade sindical no começo dos anos 1960. Pouco tempo depois, em 24 de dezembro de 1962, ela faleceria em Nova York, aos 77 anos de idade. Hoje, é lembrada como uma das figuras centrais no sindicalismo moderno dos EUA, e sua visão segue como norte para escolas de trabalhadores em todo o mundo.

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